janeiro 11, 2010

todo.o.tempo

Quando a juventude nos aperta, engasgamo-nos com a energia dos dias, das emoções salteadas de pressa. Na verdade, não nos conseguimos dosear, muito à superfície, logo de seguida muito profundo. E os outros, temos noção que existem, mas estão baços.
Só nos vemos a nós, às nossas urgências caprichosas, e necessidades desarrumadas e inconscientes.
Lembro-me de ter sempre muita pressa.
Mas agora desacelera-se. Aprende-se o que só na infância era espontâneo, damos tempo à memória de viver os episódios que regista. Aprofundamos o momento, o facto de termos existido aqui, ali, com outro, sem outra mas com todos os outros.
Desconheço-me neste ritmo, nesta magia de me deixar adormecer de forma consciente, de apreciar a mudança sem desespero ou histeria. E de ser capaz de me entregar, porque me conheço, em devir, mas navegando de forma sorridente e deslizando a vida contigo.

janeiro 06, 2010

balançar...

Balanço 2009
Trabalho 70%
Pessoal 99%
De salientar viagens, expedições e escapadelas...
Fevereiro_ Rafting em Arouca (2 Days)
Maio_ 2.ª Visita a Viena (4 Days)
Junho_ Feriados Serra da Estrela e Gerês (3 Days)
Julho_ Cova da Beira, Astúrias e Galícia (2 Weeks)
Agosto_ Fins de Semana Atalaia e Candal (2 Weekends)
Dezembro_ Revisitar Genebra (5 Days)
Final do Ano_ TT em Marrocos (1 Week)
Não há forma de negar que foi um ano de muita vaganbundagem, e gostei particularmente do "cá dentro", confesso que me apaixono cada vez mais por sentir-me e situar-me portuguesa.
Curioso não...

outubro 08, 2009

antes.que.amanheça

"Quero dizer para sempre... que eu te mereço!"

agosto 25, 2009

pilares.sem.desassossego

Que a minha imperfeição não nos desassossegue, que também a minha resistência para criar uma agenda do estilo e do belo não crie empecilhos.
Que me respires com a naturalidade que flui em mim, com uma transparência que quis preservar, com a profundidade com que me dou, e quero continuar a dar.
Ainda que na distracção de uma atractividade que se aprende a cuidar, combinar e apreciar momentaneamente em flashes de brilho e encanto.
Que nunca haja rigidez entre nós, e que me continues a desafiar, mas que não percamos os pilares do que nos aproxima contínua e deleitosamente.
Não é sedução, não são ilusões de classe e não são desejos inflamados por impressões de beleza.

É Intimidade.

agosto 20, 2009

concretizando.criativamente.mudanças

Criações alimentares, com direitos de autor, para um estilo de vida mais saudável e sustentável:

Empada de Crepes Tofu, Grão e Esparregado
Crepes c/ Farinha Integral e 1/3 Refinada
Tofu cortados aos cubos
Puré de grão envolvido em creme de aveia
Esparregado
Alho e azeite

Queijo Mozzarela (a gratinar)

Salada Morna de Agrião c/ Seitan
Folhas de Agrião Babyleaf
Seitan cortado aos paralelepípedos (Frito)
Queijo da Ilha de S. Jorge ralado
Azeite e Alho


...

maio 25, 2009

so.tall.the.way.it's.supposed.to.be

Sinto-me envolvida, dentro, preenchida, alerta e cuidada.
Apresento-me querendo muito, solicitando-te talvez, para a nossa entrega.
Receio a falta de espaço para que a mesma se repita, reformule e eternize, de entre outras dinâmicas que te ocupam, que te envolvem também.
Tenho que o afirmar, por entre as respirações e redes neuronais que estimulas, através de todas as tuas artes desenvolves-me, que o teu ser actualiza o meu.
E que para esta experiência não tenho referência ou histórico, de forma a gerir, integrar ou influenciar.
Sem querer, amedronto-me com a possibilidade de quebrar este equilíbrio perfeito, que me parece tão intenso e incomensuravelmente frágil, como as emoções o são sempre.
Gostaria que a minha confiança e amor me equipasse de um querer-te diferente, transcendente, puro e superior.
Evolução que gradulamente experimento, pela qual sou obrigada a sair da minha zona límbica de conforto individual, e desnudar-me de pre-conceitos ou estéreotipos relacionais.
Sim, estou vulnerável e frágil, pela primeira vez.
Pela última, meu amor.

março 18, 2009

agoras-me

Onde empatava a intimidade, nesse desencontro interior, onde os suores inacabados estavam, aí energizaste a tua presença.

Sem palavras que contenham a vulnerabilidade pressentida, num marasmo alpinista e de sorrisos mimosos, me manifestei eu.

Numa surpresa esperada mas invulgar, abstenho-me de comunicar a profundidade da dádiva que descubro.

Agora.

fevereiro 05, 2009

a.ti.meu.latifundio

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava a tempo de me deliciar
Quase que não chegava a horas de te abraçar
Quase que não recebia a prenda prometida
Quase que não devia existir tal companhia

Não me lembras o céu nem nada que se pareça
Não me lembras a lua nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Sabe bem
Donna Maria - Quase Perfeito

dezembro 22, 2008

fuego.lento

"a fuego lento tu mirada
a fuego lento tu, nada
vamos tramando esta locura
con la fuerza de los vientos
y el calor de la ternura
sigue el camino del cortejo
a fuego lento, a fuego viejo
sigo avivando nuestra llama
con todo lo que te quiero y lo mucho que me amas
a fuego lento me haces agua
contigo tengo el alma enamorada
me llenas, me vacias, me desarmas
ay, ay amor cuando me amas
a fuego lento revoltosas
caricias que parecen mariposas
se cuelan por debajo de la ropa
y van dejando el sentimiento
amor forjado a fuego lento
a fuego lento mi cintura
a fuego lento y con lisura
vamos tramando este alboroto
con la danza de los mares
y el sabor del poco a poco
sigo el camino del cortejo
a fuego lento
a fuego añejo
sigo avivando nuestra llama
tantos dias como sueños
tantos sueños que no acaban"
Rosana

dezembro 17, 2008

admiro-te.tanto

Admiro, admiras, admira, admiremos, admireis, admiram...

Só agora experimento este verbo, neste contexto feliz e atraentemente heterosexual, recriando-o em cada comunicação ágil, colorida e fluída que temos.
Que fazemos mestriamente acontecer.

Aprecio-te, para além de te querer...
E fico silenciosa, a ouvir-te, a saborear e a aprender contigo.

E toda a pessoa que sou... se desvanece.
E esta pessoa costuma ser tão teimosamente própria...

novembro 28, 2008

aqui.viena

Sendo que o frio austriaco nao me gela os ossos,somente me acorda para um inverno mais intenso e profundo. Esfria-me o rosto que obriga a uma burka ocidental, e me aviva as bochechas pelas amizades reencontradas.
E se ainda o vinho quente me soubesse deliciosamente, me avivasse memorias filandesas e suicas, como os sitios por onde me experimento trazem tantos detalhes, tantos sentidos despertados e positivos.
E Viena apresenta-se assim imponente, atraente e cheirando a mercados de natal.
Traz com ela a esperanca de novos percursos citadinos calcorriados, e avioes e comboios que nos levam exactamente onde deveriamos estar, dando sentido a antecipacoes mal interpretadas, que com calma se manifestam achocolatadas e recuperaveis.
Sem acentos, de ferias e tao optimista com o futuro.

novembro 08, 2008

Mudanças trazem flexibilidades sentidas que se arranham nos lençóis ou toalhas de linho, adultices que se realizam, numa (ir)realidade nova e estranha. Num sapato que se perde num hotel, prazeres que se ocultam numa descoberta de cumes nevados, e de sorrisos profissionais realizados e comestíveis.
Ainda, com uma calma que se espera desde a meninice, para contemplar as (su)relações que nos ensinam a ser, a ser sobretudo em relação, mesmo no limiar da intimidade que se espelha sem se reflectir, mas que alimenta a combustão.
Por vezes tão rápida, outra vezes tão lenta, cheia de expectativas, ou ébriamente surpreendida.
Sempre. Exclusiva.

outubro 16, 2008

outubro 06, 2008

my.song.my.way

Everything I do surrounds these pieces of my life that often change
Or maybe I've changed
Sometimes seeming happy can be self destructive even when you're sane
Or only insane
But don't bother waking me today

Here I am
I'm so young
I know
I've been bitter, I've been jaded, I'm alone
Every day I'll bite my tongue
If you only knew my mind was full of razors
That cuts you like a word if only sung...
But this is my song
It is my song

Now I live every day like there will never be a last one till they're gone
And they're gone
I'm too proud to beg for your attention and your friendship and your time
So you can come and get it from now on

And it's you
It is you

Here I am
I'm so young
I know
I've been bitter, I've been jaded, I'm alone
Every day I'll bite my tongue
If you only knew my mind was full of razors
I'm not sure I can take it
I'm nothing strong to hold to
I'll wait to only hate you
My mind is full of razors
That cuts you like a word if only sung
But this is my song

My song, Brandi Carlile

setembro 11, 2008

...

"If the rain has to separate from itself
does it say pick out your cloud?"
Tori Amos

misread.the.convenience

agosto 11, 2008

my-late-future-mornings

As soon as my eyes shut the slide show begins
Yesterday is gone now and panic sets in
With a weight upon my chestand a ghost upon my back
And the numbing sensation of everythingI lack that leaves me
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away
Only beautiful, beautiful bright eyes, lie
Only beautiful, beautiful bright eyes cry
Late morning lullaby
The first sign of morning is gray and alarming
It's so disappointing the day has come so soon
While the rest of the world greets the day and feels new
I will push it away just like I always do, I will be
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away
Only beautiful, beautiful bright eyes, lie
Only beautiful, beautiful bright eyes cry
Late morning lullaby
Late morning lullaby
I would darken my window so I can fall asleep
While the critics frown down on the hours
I keep that leave me
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away


Brandi Carlile "Late Morgning Lullaby"

agosto 08, 2008

tolice.evolução

Um dia destes, acordei e percebi que o medo desapareceu.

Que o dar-me só me faz bem. A toda a hora.

Desinteressadamente, e sem lógica e propósito.

Que me acrescento de emoção sempre que não a resguardo ou escondo.

E que vivo deliciosamente, quando não me prendo a ninguém ou medrosamente me ligo.

Quando me manifesto na plenitude da minha alma repleta de amor.

Tanto a dar. Sem esgotar.

julho 13, 2008

mensagem.antecipação

"Hoje é dia 13, e é domingo.E eu estou quase quase a embarcar, ainda é só o primeiro salto, até Frankfurt. Depois seguir-se-á o vôo até à Lusitânia. Onde corre o meu sangue a maior parte do tempo, e que agora corre por ti mais que nunca. Freneticamente. Felizmente. Até à chegada, e quando cumprimentar as nuvens e até mesmo quando as pisar firmemente, pensarei que bom será regressar para junto do teu cheiro. Reactivar as impressões digitais que deixastes em todo o lado. Territorial e intuitivo.
Até já."

julho 12, 2008

snapshot.see.what.i.mean


ljubljana.feeling

De Ljubljana com paixão. E se uma cidade pequena, onde se biclica o tempo, onde nos espreitamos em cada harmonia de bem-estar. Onde simplesmente existimos para exercitar no verde sentimento da juventude, de algo por criar, por acrescentar e validar. Trouxer toda a coerência emocional que buscamos, onde relativizamos a intensidade do que sentimos, e compreendemos a verdadeira essência de querer alguém profusamente.
Num cenário mais fluído, as minhas emoções transbordam, mas aceitando-as consegui me respirar diferente, e preparar-me para me entregar assim. Sensibilidade eslovena, intercâmbio de alpes e adriático, tal qual paralelismo entre a minha racionalidade feroz, e as emoções fugidias e motoras de tudo o resto que será.

julho 06, 2008

spend.my.time.on.you

don't you be wastin' all your money
on syrup and honey
because i'm sweet enough
don't you be usin' every minute
on makin' a livin'
because we got our love
listen to me 1, 2, 3,
baby, baby, baby, spend your time on me
don't you be out all night long leavin' me all alone
because i, i need your love
don't you be spendin' every day workin' away
because i'm waitin for you
listen to me 1, 2, 3,
baby, baby, baby, spend your time on me
spend it, spend it, spend it your time on me
please baby
mmmmmmm
please baby
Duffy "Syrup and Honey"

julho 01, 2008

find.me.here.in.bled


acaso.tu.eu

Acho que me irritei algures contigo, com o teu interesse. Repudiei-o.
Mas foi tão no início, tantos meses antes de cenários ridículos emocionais que vivi sozinha.
Essa primeira reacção foi no entanto profunda, e entretanto salteámo-nos ao longo de vários meses. Verificámo-nos felizes, apressados e preocupados.
E agora, que me acariciaste em noites de mirtilo, que me roubastes beijos, que me acordastes.
Aceito todo o afecto que me ofereces, e com esta ausência eslovena, só quero mais de ti, de nós. Quero encontrar-te receptivo. Ao meu afecto.
Á minha paixão recente.
Um sensualidade tua que me prende, um desejo que se escondia por detrás do pano.
E agora começo. A conquistar-te. Todos os dias.

maio 28, 2008

noites-de-mirtilo

Celebrar as noites de mirtilo (My Blueberry Nights)...
Algo a começar a acontecer...

maio 27, 2008

magas.de.cartola.arrumada

Foi num contexto muito positivo e mariscado. Com a minha especial amiga criámos dialecticamente a nossa metáfora amorosa mais famosa, e quase história. De facto, temo-nos em grande conta, gostamos muito de nós, e temos o dom de fazer sentir o outro totalmente adorado. É um truque de magia, sincero e original. De facto, os nossos truques são intensos, profundos e ludibriantes, a nossa maleta colorida e de uma beleza e riqueza interiores que potenciamos em cada momento da nossa vida. Na nossa amizade igualmente.
E no meio dos risos, as magas, de mãos dadas à analogia revelaram a nova estratégia.
É porque o show de facto perde a graça e a audiência.
E então arruma-se a maleta e a cartola, porque o amor acontece em nós e a partir de nós.
E é mesmo mágico.
E perde-se o momento do espetáculo. Mas outra peça arranca.
Mais à frente. Sempre.

maio 21, 2008

maio 19, 2008

roma-fica-nos-na-pele

Que tenho eu de Itália? Onde encontro, e em que gaveta, algo deste país?
Pergunto-me a mim e ao espelho, que tenho eu da Toscana? Da bela Firenze ou Venezia?
E agora que Roma me mendigou pelas suas ruas de cafés torrados e de amarelos gelados, que ficou cá dentro? Do sentimento de la dolce vita? Sim, reforço que sim.
Posso não ter a exuberância italiana, o culto da beleza, do estilo, da sedução e charme... Ou pelo menos não em quantidades comparáveis.
Mas possivelmente encontro-me na solidez da história, no estado líquido das emoções Fontane, na simplicidade da flora e no encanto pelo conhecimento, pela arte e pela vida em toda a sua complexidade de sabores e sensações.

the.place.i.needed.to.be.at


maio 13, 2008

potenciais.perfeitos

Quando nos idealizamos de determinada forma, intoleramos que nos vejam de outra.
E juntamos junto quem nos vê do modo que pretendemos, para conformarmos os nossos altruísmos, criacionismos e intelectualismos sonoros.
O contexto que todos os dias repetimos reforça a pessoa que obrigamos os outros a consumir, ou então agradá-nos o reconhecimento e estimulação reconfortante.
Do que não se realiza agora, mas o potencial perfeito que, de facto, somos.

Quem verdadeiramente faz diferente mantém perto quem discorda o tempo todo, quem nos bloqueia, e invade convencionalismos e crenças de grandeza e arrogância que só atrapalham.

maio 08, 2008

aMaio

Sabem decerto andar aos saltos, cupular experiências muito diferentes, positivas e negativas, e ter a incapacidade de sepultar coisas más cá dentro.
No meu caso, é assim.
Nada de mau, negativo, triste, ou ruim consegue arranjar espaço.
Desarumada sim, mas muito atenta a ervas daninhas.
Decidi desde que me conheço que não sou de amargar.
Sou de caramelo e lima.

abril 23, 2008

petits.caprices

"Dis-moi donc c'est quoi ton histoire
Que je te lise la mienne
Je veux pas savoir
Qui tu pries mais plus pourquoi
Est-ce pour ma paix ou pour la tienne
Et si tu veux on peut même aller plus loin
S'avouer nos petits caprices
C'est peut-être les mêmes
Je vois un sourire au coin
Tu vois t'as l'air moins triste
On te l'a déjà dit
Mais si tu veux mon avis
Aujourd'hui on dit beaucoup plus qu'on ne vit
Et tu le sais"

Ensemble - Corneille

abril 12, 2008

let's.not.exagerate.what.a.kiss.is

You’re chatting to me, like we connect
But I don’t even know if we’re still friends
It’s so confusing,
Understanding you is making me not want to do

And think things like: ‘I know I should do’
But I trip up and then I lose
I hate looking like a fool

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss

The lights are on
And someone’s home
I’m not sure if they’re alone
There’s someone else inside my head
Living there too fills me with dread

This paranoia is distressing
But I spend most of my night guessing
Are we not, are we together
Will this make our lives much better

I’m not in love
I just wanna be touched

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
Wops I think I’ve got too close
‘Cause now he’s telling me I’m the girl that he likes most
Now I messed up it’s not the first time
I’m not saying you’re not on my mind
I hope that you don’t think I’m unkind

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss


Kate Nash

março 31, 2008

...

standing.outside.of.you

Quero entrar, não sei como.
Terei de engolir o meu desconforto nos momentos chave, aquelas hesitações que só quero que desapareçam porque não sei lidar com este nosso hiato. O nosso hiato. O espaço por tocar. Não te quero beijar à pressa, não quero apressar nada, mas apresso tudo, até o não acontecer da verdade que sinto. Sem receios de retribuição, de preocupação e de amares de volta. Ausência do meu ego, da minha insegurança, e do meu controlo. Como barreiro tudo, controlo a minha respiração, a tua, a que inspiramos líquida em conjunto.
A possibilidade deixa-me amorfa, não tenho jeito para ânsias somáticas, controlo-me melhor com platonismos. Era mais fácil se não fosse tão animal este querer tocar-te. Irrita-me todo o tempo que tenho para esta espera.
Apertam-me interpretações exageradas de construções comuns, não quero caixas para nada do sinto, mas diz-me, como é que começo, o primeiro capítulo, se sei que te vou querer tanto, diariamente... como é que vou fingir satisfacção e poupar a rebeldia de saber que uma catarata não se trava. Que gostaria de sentir-se ribeiro, mas sinto-te mar e falésia. Tudo junto. Tudo separado.
Parte-me o coração, e pronto. Mas parte porra.
Deixa-me tocar-te uma vez... e mais tarde procura-me sempre.

março 17, 2008

pretending.enough

I don't want another pretender
To disillusion me one more time
Whispering words of forever
Playing with my mind

março 10, 2008

make.me.believe.in.this.that.them.me.you.us.we.them.then.before.after.forever'snow!


inaugurando.a.mudança

E foi uma festa simpática, e um contagiar de presenças que quero repetir. Jantares e serões simpáticos possíveis muito em breve. Pessoas bonitas, sinceras e muito queridas. Obrigada por estarem a apoiar e exorcisar a minha transformação.
E os crepes nunca acabam, e os meus dotes irão ampliar-se. Para riscos culinários mais auspiciosos e mais confortáveis numa sala em construção.
E quem não esteve não escapa a compensar a ausência.
Confidencio que tenho imensa criatividade em pensar compensações.

fevereiro 06, 2008

carnaval.que.não.te.vi

Passou a data, passou a folia. Não passou por mim, não fui permeável.
As máscaras descansaram este ano, ficaram no fundo do armário novo.
Aquele que chegará com a mudança, a desejada.

janeiro 29, 2008

the.last.to.know (dont'.let.me.be)

Há dias interessantes, em que o curioso se descobre em coisas simples.
Pequenos mistérios, e encontros diferentes, menos exigentes e não menos confusos. Como que uma mudança repentina na nossa capacidade de intuir confusões estranhas, sem se prender aos sentidos, sem voltar a face ao sintoma habitual.
Gosto das correntes de ar que nos mudam ideias que se pré-concebem sobre o outro, limitações que de irrefutáveis estendem algumas surpresas.
O virar da página mostra que a vida nos surpreende nas questões mais ínfimas que resolvemos prontamente com alusões plastificadas, com qualquer refrão vazio que consideramos essencial para explicar desejos frustados.
Essencial e especial é descobrir o outro diferente, espantarmo-nos com a pouca previsibilidade de todas as situações.
Imponderáveis e impossíveis tão presentes estão...

janeiro 17, 2008

IE

A tarefa em mãos, neste exacto momento, é a de conceber uma solução para desenvolver competências emocionais. Fácil!? Duvido.
Não será certamente durante a facilitação de 12 horas que alguém melhora as suas competências de identificação e gestão de emoções. O que os psicólogos inventam para explicarem diferentes desempenhos por indivíduos de igual capacidade intelectual.
Que fazemos nós de diferente quando operamos sobre emoções e sentimentos que explique muito do marasmo que vivenciamos?
Não podemos adiccionar, subtrair ou até mesmo dividir/multiplicar afectos. Toda a lógica não os afecta ficando suspensa à espera de poros permeáveis.
Certamente temos outro registo, mais intuitivo que evolui do sensorial para nos permitir sentir, gerir, manipular e fingir as elegantes emoções.

janeiro 15, 2008

hesitações.transtornadas

Não é que seja algo que me transtorne sempre, nem me chega a tirar o sono. Há poucas coisas que me tirem o sono, é muito provavelmente defeito. Mas, qualquer coisa de intermitente, e que acontece sentir de vez em quando. Como o rasurado da interrupção da emissão televisiva, ou uma interferência numa chamada telefónica, e pior de tudo um erro na impressão de um livro em que faltam 2 páginas.
Alguma coisa me incomoda verdadeiramente nas dúvidas emocionais dos outros.
Como se me tornasse intolerante, radical, incapaz de empatia ou simpatia, quando o outro não sabe o que sente, mas sente-se confortável nesse hiato de contacto consigo mesmo. Menos compremetedor, mais histérico se torna o seu envolvimento, ou a ausência do mesmo.

janeiro 03, 2008

bom.dia.2008

Sabendo que acordei cedo, que me custa ainda raciocinar com a velocidade habitual, tenho que considerar que estou, estranhamente, muito optimista relativamente ao novo ano. Não é que seja por princípio ou por traço uma personalidade pessimista, no entanto noto que, à parte de todas as horoscopias e taruições, sinto que este vai ser um ano especial.
Reconheço que ando a fazer provas, em 2007 foram provas de fundo, uma maratona, ou barreiras, este ano já tenho outros desafios, possivelmente mais saltos e força. É como se agora sim senhor, tenho que equilibrar diferentes acomodações.
E sem dúvida não estou preparada para o que aí vem. Disso tenho sempre a certeza.
Aí é que reside o incoerente gozo de andar por cá.

dezembro 17, 2007

desta-vez-não-me-desculpo

Com algum afastamento da reflexão destas páginas digitais, o certo é que algumas fases importantes transportaram-me até este dezembro que encerra 2007. Engraçado como não me pareceu estranho não ter muito para dizer, ou para reflectir. Continuo a acreditar que a experiência me tem obrigado a não intelectualizar tanto, o que me esforço todo o santo dia por racionalizar.
Abrando a minha necessidade de controlo. Exaspero porque não é uma zona de conforto minha: expressar emoções, deixar que os projectos se circulem um pouco, que outros controlem um pouco as minhas determinações evaporantes. Tenho sem dúvida crescido muito. É bom quando outros libertam em nós estruturas rígidas e com confianças verdes.

setembro 30, 2007

a-explorar-melhor



experiência.portenha

E por esta experiência fui obrigada a parar, ainda que a uma velocidade de movimento impressionante, a aculturar-me de outra perspectiva atlântica. As duas semanas permitiram uma re-exploração de algumas atitudes ou posturas mais rígidas, de uma aventura interna. Conheci a argentina por dentro, por fora, através de olho turístico, através de olho historiador, através de olho ávido de novas experiências, e revi-me em muitos locais, em muitas histórias, em muitos princípios.
Agora regresso, com uma grande força, para um plano meu, que incorpora vários pressupostos, e novos desafios, destinos, e loucuras.
Quero que a aceleração continue, sinto-me com recursos para contornar dificuldades, continuo na busca de novos conhecimentos, que me viciem, que me sensibilizem.

agosto 29, 2007

passei.pela.partida.de.novo

E a vida é como um monopólio. Vou voltar a passar na casa da partida e recebo mais ânimo e mais possibilidades. Perdi as propriedades, as dependências, e experimentei em alternância diferentes níveis e alvos de investimento. O jogo continua com os seus sinais proibidos, e penalizações por algumas infracções, e o amor está num pólio da minha existência em que vou coleccionando todos os bocados que amei, e podemos sempre ganhar duas vezes, e perder de igual modo repetidamente.
E quando invadimos o outro ou qualquer lugar que ele considere seu, somos questionados, somos barrados, expulsos ou então pagamos. Muitas vezes a nossa liberdade e alegria. Que quase nunca vale a pena. Continuo a piscar o olho ao nunca para ele desaparecer e dar lugar ao sempre. Quero sempre. Quero-te sempre.

agosto 18, 2007

livros.da.minha.vida

a.while

O afastamento, foi um pouco longo. Eu sei. Mas foi preciso todo este conjunto de momentos, para me organizar, para ter férias, e para priorizar tudo de novo.
Hoje passei o dia a arrumar a vida. Os meus livros, dossiers, material escolar, planos profissionais, cupões de embarque, e todas as tentativas determinadas da minha vontade de crescer e explorar.
Onde quer que ela me tenha levado até agora, levou-me bem... Tenho que lhe dar mais crédito daqui para a frente.
Incrivelmente tudo parece muito planeado, afastando a hipótese de alguma síndrome obsessiva da minha parte, até parece um desenho de um projecto que derrapou pouco. Mesmo sem que a autora tenha talento algum para as artes gráficas.
Fica-se pelo conceito e pelo projecto, de todos os dias afirmar-me mais um pouco.

junho 18, 2007

a.paichão.a.dar.de.si

Claramente a primavera não é altura para eu me apaixonar.
Perdi seriamente a noção de quando me apaixono, a última vez foi num inverno, arrábido.
É a veia do incomodado, que corre bem, sempre bem quando regresso ao estado de alegria egoísta.
Aprendi a lidar com esta minha dificuldade quase insensata.
E o verão chega aberto a compromissos que não aqueles que custam muitos telefonemas, encontros obrigatórios e insatisfações.

maio 22, 2007

carpe.diem.li


justa.tem.sido.a.vida.comigo

Não falo da justiça legal, nem da ilegal, nem de hipóteses pensadas espiritualmente quando nos refugiamos nos sentidos estranhos. Falo sim, da reciprocidade com a vida que sinto neste preciso momento. Aquilo que dei importância, onde me esforcei, onde investi, onde soprei, incomodei, onde amei, retornou num momento ou noutro, num refluxo de reconhecimento, de apreço, de força. Que não me falta nem astralmente, nem corporeamente.
Assim, sinto a vida justa, aprecio o seu reequilíbrio, e precisava sem dúvida da espera.
Onde me centrei, sem dispersões, ergueu-se a virtude do valor. Porque, minha gente, há que aprofundar tudo. Aprofundem-se por favor. Planeiem-se. Projectem-se e foquem-se.
E daí a transformação que esperam...

maio 10, 2007

maria.rita.sabe

"Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz
Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão, não
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz, feliz"

maio 08, 2007

my.hurting.muscles.my.happy.face

Apelidada de saudável, nem estou em mim após esta observação que o meu líder me fez. Com um ar totalmente saudável. Não lhe contei o segredo, pois não quero para já divulgar uma receita que experiencio há pouco.
Mas é a fórmula do domingo ao sol e de alguns músculos exercitados, ou melhor magoados por alguns jogados de voleyball mais entusiasmados. Onde me incluo eu. Com muito esforço em cada jogada, porque na vida ou se está mergulhado e embalado, ou então nem o descanso nos saboreia bem.

maio 05, 2007

baby.wanna.be.ready.to.go

Jogos de olhares, de sms, de msn, que não me puxam, não me arrancam da minha boa disposição calma, sem reflexos de desejo de alguma intensidade extra.
Situações que não pedem nem o meu controlo nem o meu exagero, não me puxam ponto. Serei insensível, ingénua ou estarei sob qualquer outro estado ou traço que comece com "in".
A verdade. Não me apaixono há muito, nem me atraiem nas seduções, para aqueles que ainda diferenciam o estado de apaixonamemto do de excitação.
Categorias a mais. Nudez a menos. E não falo da física.
E detesto as regras do jogo, não as cumpro, perco, normalmente antes da linha da 1ª chegada beijada, todos os participantes.
Selecção afectiva natural.

maio 03, 2007

voltei.dançando

E bem... bem que eu gostaria de poder enumerar as sensações e mais valias destes escassos mas recheados dias de férias. Pensando em mim, já nem me lembrava do meu estilo de funcionamento no modo "férias".
Na verdade, gosto mesmo de mim de férias. Não estamos a falar de ócio...
Estamos a falar de dança...

abril 24, 2007

e.aquele-dia-rosario

Nesta fase que perdura há muito, em que me reorganizo os sentidos, dou agora, depois de algum esforço (sim a razão... aquela força bruta da minha rede neuronal) primazia ao que sinto, e estabeleço dinâmicas novas.
Aprendi que partilhar amigos é o acto menos egoísta que conheço, e sobretudo quando se sente que estas novas relações serão os desafios necessários para a minha estrutura "formal" e um tanto ou quanto rígida.
A verdadeira amizade é aquela que nos desenvolve onde precisamente andamos a pôr clips e alfinetes. A estrutura que se sustém por medo, de ser diferente, de nos diagnosticarem alguma fragilidade.
Havia um barco e um conjunto de pessoas que se motivam e animam em fluxos de conversa, música e partilha. Pessoas que se conhecem pouco (aplica-se para alguns), mas que se apreciam em rede.
Alegria, coisas simples, bom dia maravilha.
E Laila, tanto que eu gosto de ti. Obrigada.

março 28, 2007

nada.mudasse.contigo

Queria ver-te diferente, envolvido numa busca da onda mutante que nos leva a todos. Mas tu não a sentes, desconfias em substituição. Vejo-te a ti, e outros estagnados numa imobilidade que não passa por se coçar, irritante inércia de sentidos que se esqueceram, qual naufrágio sob os à flor da pele.
Desenvolver, concluo é árduo, incomodativo. Mas quando não nos envolvemos nesta periclitante intensidade de alterações de estados e motivos, ficamos assim... que palavra escolher para ilustrar a rigidez agridoce, um paladar que sabemos não nos faz bem, mas que nos conforta comodamente.
É preciso coragem? Sim, mas sobretudo muito incómodo e trabalho para que a verdadeira pessoa se revolte dentro da cápsula de influências e expectativas.

março 01, 2007

e...

Só sei que é altura de ficar física. E mais não acrescento, nem penso.

janeiro 30, 2007

a.diante

E agora, quanto tempo tenho em 007.
Quantos equilíbrios vou conseguir entre a minha vida profissional, que se move tão bem, social e diligentemente, num abraçar de sucessos, pequenos, mas contínuos.
Mas e o outro lado? Uma realização íntima que já nem me lembro como acontece. Histórias sentimentais que se interrompem, "desculpem... engasgei-me em alguém". E nem valeu a pena. Não era um deus grego, nem uma inteligência relativamente estimulante.
Perdi a receita, sem me fechar, canalizei-me em tudo o resto, na minha mente, na minha rede social, nos meus desejos de actividade e aventura. E assim, um dos mais fortes impulsos humanos transfere-se em mim em criatividade, energia e estímulo abstracto.
Será que há um ano o meu coração deixou de estar sensível, de ser capaz de se entregar.
E o meu corpo, ainda reage? É grave.
Porque não quero ninguém. Nem o que foi. Nem o que será. E preocupa-me cada vez menos este meu estado assexuado e feliz. Terei eu tido um amante egoísta que me selou por algum tempo. Ou demorei este tempo todo a fortificar quem sou, emocionalmente.
Para amar bem. Daqui por diante.

dezembro 22, 2006

final.grego

e.natal.e.tal

De recobro. E porque as baterias também se gastam, assim como a paciência.
As coisas que fazia deixei de lhes dar toda a prioridade do mundo, porque me quero menos séria, e menos pensante também. Voei assim nestes últimos tempos, em que se atropelaram tarefas, obrigações e responsabilidades, intercaladas com instantes de uma loucura confortável, daquela que na medida certa faz toda a diferença.
Não me vou queixar de nada, porque quero ver se recupero os níveis saudáveis da santa paciência para todo o povinho circunstancial e mesquinho que me rodeia.
E porque no natal e final do ano não devemos ser arrogantes e queixosos.
Devemos ser gregos por cinco dias.
Assim termina o meu frenético ano de 2006, que respondeu a todos os meus não pedidos de 2005.

outubro 09, 2006

not.ordinary.at.all

Reequilíbrios de entregas, são momentos trapezistas, quase esquecidos, em que a confiança se escapa no final de uma queda longa. Quando começam os remates de histórias esfiapadas, qual enxorrada de desculpas e feitiços persistentes. Pergunto-me porque toco assim quando me aproximo com coragem. Sem dúvida que o faço.
De ordinário tem muito pouco este meu padrão de investimento.
Aceito agora esta diferença de percepção, de sentidos absorvidos numa tensão que me faz sentir viva, aberta e pronta. Natureza mágica de ser, que me foi dada, que já veio no pacote do ser, de amar, de mim. Lá dentro.
Tanto tempo, já duvidava, instabilidade de me conceber errada, quando gritava para me ouvirem e parecia ridícula a insistência de querer tudo, tanto, sem engasgar.
Ausentes o medo, a insegurança, as necessidades de dependência infantil do ego, dos apreços fúteis e da sexualidade que se gasta, que nos gasta.
Só a graça de poder ser luz para quem me elege enquanto influência.
Aguardo os próximos reencontros com os passados sentidos. Espero por ti e por ti.
E estou atenta à magia dos olhos de quem se quis muito. E soube desse querer.
Sem retribuir, ficou com o fascínio de me olhar, diferente, fascinadamente, provando que igualmente O sentiram e muito.
Extravasava. Não cabia. Arrancava do cool do sexy do fit e do muito mas muito comum.

outubro 08, 2006


reseting.period.back.soon Posted by Picasa

setembro 07, 2006

lisboa.aquele.lugar

Há aquele lugar que não tem memórias, mas é aquele lugar em Lisboa, onde me sinto diferente. Onde não há anseios, nem urgência de esquecer toques e sonhos. E aquele lugar é só meu, de noite e dia, e ainda que por vezes partilhado, por ser incompreendido para os outros, ele torna-se o meu lugar, onde o tempo e o espaço se misturam. E lembro-me de mim, e futuro-me. E Lisboa exponencia-se nesse lugar, onde há cheiros, e cores, e ruídos e silêncios, e história e ficção. Morte e vida.
Não é lugar onde se viva, nem onde se ame, nem onde se coma ou se dance.
É só aquele lugar que quase todos atropelam, e não se paga, não dá estatuto, não é pretendido por filas aguardantes de estímulo.
Magia de uma Lisboa discreta, onde se sente tudo, mas não amarga. Onde nos damos conta do milagre de haver amanhã. E da supremacia de nos comunicar-mos com tudo, e de Lisboa se expôr linda.
É delicioso regressar. Aquele lugar. Que só existe aqui. Lisboa.

agosto 13, 2006

me.gusta.helsinquia

Estou longe. Fora da mesma perspectiva, a contemplar a calma que me falta por vezes. Helsinquia invade-me a pouco e pouco, com a sua nordicidade e os seus graus de alcool em exagero, quando a noite chega.
Recomeco um novo mapa mental, em que inscrevo novos percursos que a cada dia passam a fazer parte da minha historia. Por ali passei, leve. E é assim que me sinto, como se reavaliasse o esforco, a falta de tudo nesse tempo que me fugiu, e quase me atropelou as vontades.
Insucessos que se mastigam como uma vodka amarga, escura e cara, muito cara.
Novos rostos, novos percursos de vida que passo a conhecer entre sorrisos, entre culturas que se sentem. E nao me concebem portuguesa, nao encaixo no estereotipo. Tambem nunca me confortei em nenhum, nunca quis ser o que se espera. E continuo a nao querer.

julho 31, 2006


my.dancing.addiction. Posted by Picasa

julho 25, 2006

becoming.feminine.

No outro dia, sentei-me no paredão. Onde tantas vezes com tranças sonhei ser mulher, crescimento que só queria que acontecesse, a todo o custo, a todo o gás.
Muita coisa não esperava, mas olhando para trás tanta coisa que conheci, tantas malas exploratórias que fiz, pessoas que olhei por dentro, aviões que me levantaram. Buscas incessantes de estímulos, de crescimento, de relativizações.
Ilusões, desilusões, emoções, sentimentos. Amadurecimento.
E concluí que me tornei na mulher que sonhei naquela altura, com alguns remendos perspectivados, mas materializei os atributos que ambicionei.

dazzling.cupid.remake

Agora sei que nada é por acaso.
Acaso serei eu ilusionista de sentidos escondidos em lençóis que não se usaram, nem transpiraram emoções sublimadas. Lembro-me do que senti, tal como um balão que se esvazia de sonhos, expectativas comestíveis, chiando de tristeza e frustração.
E vejo-te agora a declamar-me passados sentidos, e rebuscando ordens implícitas a um reencontro, que deixou de fazer sentido, pelo menos o explosivo que teria sido.
Depois do verão, tecíamo-nos numa história só nossa. Enroscávamo-nos em beijos toscos e perdidos.
Mas adiou-se a história, e a aventura dos sentidos, de te ter em mim, de te espreitar o centro do peito. Rebuscar o sentido da tua alma se ter compatibilizado com a minha, num momento único. Em que pela primeira vez a intimidade me fez fugir.

julho 14, 2006

he.believes.in.beauty

Não queria ficar sem espreitar-te, sem iludir-me com um mito antigo.

Que temos, que alimentamos.

Inacabados estamos, mal aproveitadíssimos!

julho 05, 2006

don't-blame.something.else

Coerência desmedida, nesta fase. Numa recta final de esforço, e a alegria luminosa de sorrisos quentes. Agendado o prazer, a música dos sentidos, comprometimento comigo permanece. Com a minha felicidade.
E até acidentes não incomodam, porque as ferramentas, conhecimento, amor e optimismo, abundam agora. Continuo a querer muito. Quererei sempre, parece-me. Esperando, com mãos nos bolsos e pastilha elástica mascada, que a ansiedade parasita deste querer-profundo-tudo diminua, confortando-me com pequenas vitórias.
Como energia que se espalha majestosamente, de dentro vem este bem-estar e bem-querer tudo e todos. E nada antigo já magoa. Purifico-me de novas compreensões, e numa aceitação de desventuras proveitosas que a vida implica.

junho 16, 2006

put.your.records.on

Acorda-se com optimismo, de uma grandeza de espírito que vislumbra uma vida com novas prioridades. Quero sentir-me a mim, numa fase egoísta, em que não dou de mim a ninguém que não seja já parte do meu círculo, de empatia e de confiança.
Os livros estão marcados, a música bem escolhida. O carro pronto.
E quando o trabalho nos qualifica ainda mais, e a finlândia se aproxima com todos os seus desafios. O vôo marcado, e mais um agosto que me enriquecerá.
Desmedidamente rica. Egoísmo que me facilita por agora todo o crescimento.
E a minha casa que se aproxima.

junho 12, 2006

dive.into.me.feelings

Sustem a respiração se a emoção te afundar, mas quando te aperceberes que algo está escuro, lá dentro, um ferimento ligeiro mas rotundo, não fujas disso. Fica lá, a apalpar as coisas que te cheiram mal, que te reenviam uma imagem de pouco merecimento de atenção e cuidado da parte do outro. Quando te reduzem, engraça com tamanha estupidez. Se o teu valor é teu, porque adquirido e desenvolvido. Medos que se ultrapassaram, afirmação de toda a pessoa, mulher que és. Pausa, recontrução da tua pureza, da tua lealdade para com o amor. Mesmo que breve. Total, a entrega.
Como se nada tivesse acontecido para o ofensor, qualquer estridente queixume aprofundaria o corte. E eu não quero sangrar mais, nem suspirar por algo que não deixaram acontecer. Sem coragem de correr riscos, de estatelar o exposto na mesa onde se preparam refeições.
Medo de vasculharem inseguranças, embalagens ocas de metroman, e poucas fortalezas de carácter.
Determinação. Garra. Força de intelecto. E muito humor.
Procura-se, sem pressas, num Homem.

maio 28, 2006


sometimes.you.win.waiting Posted by Picasa

hot.enchantement

Queria tanto. As minhas mãos atropelam-se quando ainda quero. Não sei bem o quê. Quem. Perda ou invenção temporária de que a intimidade religiosa ficou num lugar qualquer bem terno, bem quente. E o calor é antítese de outro contexto, em que os corpos ainda se uniam, como chamas fluorescentes, de um laranja partilhado. Sem complicações, de liberdades estúpidas e vaidosas.
Este calor pode humedecer barrigas, pode até adormecer energias, promovendo a preguiça de sol e mar, de sonhos novos de outros olhares, profundos e doces. Mas não faz esquecer, nem permite evitar o que se viveu, rotulado ou não, rebuscado numa história que se quer parva. Insistência tola, paixões que se abandonam precisamente por serem, de facto, paixões.

maio 23, 2006

not.sexy.but.so.myself

Sexy attitude ausente, latinicidade que não descobriram em mim no último espaço intercultural. Espontaneidade em que envolvo os dois sexos numa comunicação idêntica, numa pornografia de almas, mas não de enganos espumosos e repentinos. De facto, não tenho trejeitos de cabelo, olhares medidos, nem roupas que exarcebem curvas, que no meu caso particular e íntimo, se mostram à luz do candeeiro, que se mistura com uma lua cheia, sem artifícios, e sem complexos. Não combino todas as cores e artefactos, com medo que me descubram defeitos. Não chamo a tua atenção porque sou a mais bela, porque não sou. Mas sou tão eu. Não é lindo ser-se próprio?!
A moda passa por mim, e eu só deixo entrar aquilo com que me identifico. Uma simplicidade arrogante, de quem quer olhar para dentro, e que assusta. Mas derreto as máscaras, todos os bloqueios sísmicos e tão perturbadores.
Sorriso meu, que desata os nós, mas não tem gloss, nem botox. Assumo a minha pouca sensualidade consensual, porque se olharem bem... ela já cá está, e expressa-se em cada um de forma pessoal e instransmissível.


party.time.in.velden Posted by Picasa

working.time Posted by Picasa

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maio 19, 2006

calor.sentido

E agora, que o tempo quente escorre pela tua face. Que os beijos que se esperam já se avizinham. Quando sabes que tudo faz sentido, e que o teu percurso foi detalhadamente demarcado por um sábio, ou sábia tontura. Em que te sentes abraçada pela harmonia das pessoas de quem gostas, mesmo sem grande aprofundamento de razões, esquemas ou interesses.
A noite que te convida a estar entre conversas musicais, bebidas doces, corpos expressivos, como a vida que se atropela, quando a tua energia estoira. Aculturas-te de tudo, nunca te limitando a uma ou outra actividade. Quero manter esta abertura, esta vondade de experimentar todas as dimensões sem me perder, ou viciar em nenhuma em particular.
Tudo compõe. Tudo excita e estimula uma mente curiosa e sequiosa de tudo, de ti, de mim. Da experiência de ser. De estar com.
Por favor, faz o favor de esqueceres o ter, parecer, o dever ser ou o poder.

wörther.see.austria Posted by Picasa

maio 17, 2006

saké&back

Back. Austria devolveu-me o optimismo. Quanto à calma, do lago e da montanha, é sempre mais difícil se verificar comigo o mesmo contágio. Mas o optimismo, está-me no sangue. Assim como a aventura, o internacionalismo da minha cidadania e a participação activa no delineamento do meu percurso.
Acho que o não formalismo das aprendizagens que fiz, a experiência vivencial daquilo que os livros me contavam ao ouvido, alargaram a minha mente com novas perspectivas, e sonhos frescos. Como a brisa primaveril que já está a fugir, dando lugar ao calor dos sentidos renovados.
A nova estrutura, aquela que esforçadamente tem nascido em mim, desabrocha para uma etapa de concretizações que tanto esperei, e que agora saboreio pouco a pouco. Como um sashimi deliciosamente oriental, intercalado com amigos calorosos e saké, como não poderia deixar de ser.

maio 01, 2006

mangas.up

Como a mudança incomoda! É o tractor que estilhaça os caminhos conhecidos, já desfeitos pela chuva e vento, mas nos quais, agrestemente, continuamos a buscar tempero e contentamento. É a roupa da cama que temos que mudar, porque já transpiramos muita emoção.
E se as decisões mostram-se urgentes e urticantes, ora arregaça-se as mangas, e bora lá confrontar o mundo, interior ou exterior. Aquela réstia de medo, entalada nas inseguranças desconhecidas, agora flutua no mar brilhante. O sol anima-me, de cada vez que sinto que fui real, autêntica, e não tive receio de me mostrar vulnerável, expressar o meu querer dar mais, esperando a oportunidade para isso. Insucesso temporário, porque nada ficou remoído.
E tudo é teu de novo, sempre que te deste realmente.
Esquemas mentais, livres, suspensos em tanta sensibilidade.

abril 24, 2006

conta.peso.e.medida

Quanto queres de mim. Sem que eu deixe de ser o todo, confuso e por vezes louco, que sou. Imperativo que te deixa ainda mais descontente.
Muito, não. Porque atrapalha, tal como o excesso de carga deita toda a lógica da rentabilização de transporte por terra. Ou me querem racional, ou emocional, agora nunca em alternância.
Pouco, parece que nem ali estou, que nem sinto a barriga doer, nem há fome, nem fartura. Só descuido do que importa, pelo menos para mim, é o recheio.
Rechear-te por dentro, de pequenas histórias minhas, detalhes sinceros, que para muitos soam a frios superficiais e esquecer-me que te posso perder.
Parece meio. Virtude não é certamente.

abril 19, 2006


state.of.mind.of.mine Posted by Picasa

decision.calling

Ausência em que empato a decisão. Ou melhor as decisões que me pedem, todos os amanheceres de novo o incómodo da definição recomeça. E eu, quase nunca adaptada à constância, à definição estanque dos gostos, sentidos e hábitos, ofuscando qualquer previsibilidade do meu quotidiano. Agora parece que desconheço a viragem, o pisca que avaria, porque de intermitente a tudo e nada se destina.
Como destronar a minha polivalência querida. Se o percurso foi exactamente para a valência múltipla. Fazer muita coisa, porque faz sentido. Sentidos sempre vários. Desconexos para as expectativas dos outros, dos acertados, e talvez incomodados com tamanha arrogância e prepotência, ambas as características muito subjectivas de salientar!
Meu capricho, que agora é impedido com ofertas desmedidas de probabilidade, ou casinos.
Em querer ser muito, menos potencial, mais realidade competente que se aprende, com o esforço razoável, e com os suspiros morenos do descanso bem merecido, quando acontece, quando revigora.
Mas e se o meu descanso seja na mesma aprendizagem...

março 27, 2006

wait.creation

Espero. E não consigo deixar de esperar. Enredo de expectativas e de muito engano meu. Ilusão, ingénua, de quem acredita que o que se sente não se finge, nem se reproduz nunca mais. Pelo menos, nunca da mesma forma, no mesmo sentido, nem no idêntico espaço-tempo.
Invento actividade que preenche lacunas, envolvo-me noutros sonhos e realizações. E ainda que pareça esquecer as partes incómodas, continuo a buscar sentido a este desencontro tão pouco concebível.

março 21, 2006

l'embrasse.doux

E se confiam em nós, com uma persistência fervorosa numa crença desmedida em potencial nosso. A grande questão de não ser valorizada num instante exclama quanta sorte, quanta dávida! Criativamente o nosso cérebro inunda-se de outros medos, o da não correspondência com expectativas tão raras, sobretudo quando não existem laços de sangue usurpadores da liberdade. A elevação do nosso valor, tão raramente concedida, quando vem é ruborizante. Talvez porque não esperada, por mais que desejada tenha sido, em noites cinzentas e pardas. O tédio aniquilado assim, com o tamanho desafio.
Novo começo, metamorfose de princípios e de prioridades. Grande investimento, uma mais valia com suporte. Intuição estimulada, sai da gaveta. E acreditam em mim. Eu acredito no desafio. E acredito em mim.

março 14, 2006

sofrer.será.a.última.obra

O que chá me dá, é uma espiritualidade líquida que me obriga à profusão do nada mental.
Que tanta falta me faz. Organizando os horários, chega-me a mensagem real que me disperso em se's emocionais e nos "poderia ter sido", e que daí resulta, no meu caso particular a minha incapacidade de decorar tarefas, números de telefone ou nomes associados a faces bem dispostas.
Só numa paragem de fim-de-semana é que pareço respirar da confusão em que me afundo, e o espelho disso é o meu quarto que encurta o volume diariamente. Tanta informação. Tanta história. Tão pouco tempo para dar sentido ao desarrumado. Catadupla de desafios actuais, e post-it's entre o volume de livros, entrecortadas se encontram as minhas cenas. A mais valia é ter o sentido decorado, parece que sei sempre a direcção a tomar. Fracasso. Levanto. Inspiro. E optimizo-me. Sem café.