janeiro 31, 2006

this.fire.in.my.head

Donde veio este péssimo hábito, esta terrível tendência de pensar tudo. Aprendizagem invertida, já em nada adaptada ao meio, em plena extinção me encontro. Quero fazer reset ao disco, quero voltar a organizar a minha rede neuronal. Sinto-me esgotada. Errada. Quero a torre da racionalização esburacada, provedor de lugares particulares em que posso descansar de uma mortificação pensante.
Quero ter tal como o ambiente de trabalho, o descanso imagético, percepcionando o teu sorriso que me acalma.
Que atrofio este, em que me confundo com um nó mental inseguro, perdida em rotações inúteis, e em comparações ridículas. Nova história, sem remendos de outras páginas.

janeiro 22, 2006

bagunça.boa

Fase bagunçada. De novo. Desta vez, da boa bagunça. De alma, coração, de cumprimento. Não pergunto a direcção de todos os fluxos, nem me apoquento com o começo da minha dependência do teu ombro, da tua mão na minha. Desta confiança que floresce, sem entraves cognitivos, porque me fartei de mim assim. Cuidadosa. Sossegada. Passiva. Desiludida.
Sinto-me sempre a partir na direcção do milagre quente que conseguimos, em pulgas até ligar o motor preparado para o micro-clima que te rodeia sempre que chego. E partir, custa cada vez mais. Eu que não me agarro ao que é dos outros, e quase nunca ao que me pertence. Sinto a cola, a intimidade nunca estanque.
E arrisco. Assim, vivo.

janeiro 10, 2006

close.impression

Não sei porque acontecem estes precalços silenciosos, ou galhofosos.
Não sei porque te admiro pelo simples facto de teres sorrido, nem porque a tua casa não pareceu só tua.
A manta, não sei porque a pedi, nem porque nos aconchegou enquanto ouviámos os outros em nós.
Muito menos sei, porque não me incomodou quando me tocavas as mãos.
Nem porque nos ríamos nós.

janeiro 03, 2006

janeiro 02, 2006

tão.pouquinho.exigente

Para 2006. Primeiro, antes de tudo o mais, não tenho lista, nem objectivos a satisfazer rabiscados no caderninho de argolas com borboletas. Não tenho menu para as relações, para as necessidades de concertações e gargalhada social, nem para copos e bebes, nem aumentos, promoções, ou solidificações profissionais previstas.
Não tenho tempo, mas também não fiz previsões para planear o dia, a semana, o tal mês. Não preciso de deixar de consumir o que quer que seja, nem de comer os incomestíveis (o yoga resolve todas as questões estéticas e mantém-me eternamente fit... Danke). Apesar dos defeitos, não tenho que realizar regressões ou análise para uma reestruturação da minha cara personalidade complexa e imprevisível. Não instalei limites para a minha auto-estima, independência e persistência, mas também não tenho para a paciência, para a tolerância e calma. Não tenho evasões milimetricamente planeadas, nem que sejam para timbuktu, não tenho cartões de memória guardados para as tais fotos inesquecíveis que adormecem a vontade de aventura, mesmo que seja só até à baixa.
Não pretendo ser o máximo, nem ser admirada, nem especialmente nada...
Não espero encontrar a minha alma gémea porque ainda não sei o que fazer com ela, i.e., ainda não descobri o que fazer com a minha.
Peço apenas isto, que seja eu própria em 2006, que faça mais do que já faço, sobretudo o que me realiza e dá prazer, sem vitimizações, nem culpa.