abril 19, 2006

decision.calling

Ausência em que empato a decisão. Ou melhor as decisões que me pedem, todos os amanheceres de novo o incómodo da definição recomeça. E eu, quase nunca adaptada à constância, à definição estanque dos gostos, sentidos e hábitos, ofuscando qualquer previsibilidade do meu quotidiano. Agora parece que desconheço a viragem, o pisca que avaria, porque de intermitente a tudo e nada se destina.
Como destronar a minha polivalência querida. Se o percurso foi exactamente para a valência múltipla. Fazer muita coisa, porque faz sentido. Sentidos sempre vários. Desconexos para as expectativas dos outros, dos acertados, e talvez incomodados com tamanha arrogância e prepotência, ambas as características muito subjectivas de salientar!
Meu capricho, que agora é impedido com ofertas desmedidas de probabilidade, ou casinos.
Em querer ser muito, menos potencial, mais realidade competente que se aprende, com o esforço razoável, e com os suspiros morenos do descanso bem merecido, quando acontece, quando revigora.
Mas e se o meu descanso seja na mesma aprendizagem...

1 comentário:

hl disse...

Já sentia falta dos teus textos:)
É verdade o que tu dizes, ás vezes sinto o mesmo, a rotina incomoda-me
outras vezes sinto falta dela, decisões por vezes custam tomar, especialmente se me impuserem prazos, porquê? porque tenho de decidir seja o que for, porque não posso deixar fluir? ir aprendendo o meu caminho a pouco e pouco, evoluindo ao meu ritmo, e não ao ritmo dos outros, porque temos todos que andar no mesmo ritmo? no ritmo da norma instituida, enfim, não tenho respostas, deixa fluir:)
Beijinhos L.