abril 24, 2006

conta.peso.e.medida

Quanto queres de mim. Sem que eu deixe de ser o todo, confuso e por vezes louco, que sou. Imperativo que te deixa ainda mais descontente.
Muito, não. Porque atrapalha, tal como o excesso de carga deita toda a lógica da rentabilização de transporte por terra. Ou me querem racional, ou emocional, agora nunca em alternância.
Pouco, parece que nem ali estou, que nem sinto a barriga doer, nem há fome, nem fartura. Só descuido do que importa, pelo menos para mim, é o recheio.
Rechear-te por dentro, de pequenas histórias minhas, detalhes sinceros, que para muitos soam a frios superficiais e esquecer-me que te posso perder.
Parece meio. Virtude não é certamente.

3 comentários:

hl disse...

Fluindo naturalmente terá sempre a medida certa, o que for a vontade de dois, nunca será excesso ou de menos, nem faz falta dar nem receber, faz falta partilhar em conjunto, com vontade no coração, na alma, tudo fluirá naturalmente.

Elsita disse...

Um dia, quando menos esperares, parace-te, não um meio, mas um inteiro. Só tens que não esperar por ele.
Jinhos

marta disse...

"rechear-te de histórias" parece-me uma receita divinal.

beijinhos M.