agosto 05, 2015

Agosto

O cansaço pesa, mas o calor traz a esperança de um recomeço temperado. 
Uma recuperação de foco, energia e calma, sempre necessárias e bem vindas.
E novos projetos e ideias há que criar, desenvolver...
Ajustamentos de estilo de vida! Como nos reiventamos sempre se estivermos acordados. 
Basta estar com atenção e a vida flui de forma mais alegre e real. 
E talvez um dia, sem nenhuma necessidade de fuga ou evasão. 
Férias em contínuo.

julho 19, 2015

A Mar!

O teu cheiro transporta-me logo para uma dinâmica de vida e enraizamento.
O sal que adere e que que se enfarinha na minha pele, faz-me cócegas.
A água, mima-me de fluidez e frescura.
A areia massaja toda a superfície com a qual entra em contato. 
E fica a história na tez, que de vermelha traz a cor madura. Feliz.
Vive-se um prazer tão simples, mas tão completo por aqui. 


julho 13, 2015

Verões emocionados...

Momentos maravilhosos e quentes trazem o verão. A agitação intensa de corpos, mentes e espíritos.
Uma sensibilidade acrescida, e redobrada intensidade de desejos e vontades. Gosto do verão, mas não se demora, por isso muitas vezes vivo o mesmo já despedindo-me dele. Certamente a aceleração é minha. 
Procuro o verão que demora. 
Uma vida intensa que começa. 
Sem limite de tempo ou idade. 

julho 08, 2015

Comida macro!

Como comer pode ser tão mais profundo e intenso. 
Cevada. Arroz Selvagem. Cogumelos Portobello. Alho Francês. Tamari e Azeite.
Muito mais macro, bio, vegetariano e oriental. 
Com pequenos ajustamentos, recheamo-nos de vida. 
De vontade. De inspiração. 

julho 02, 2015

Crise... Crise...

Ignoremos a televisão, a economia, a política. O dinheiro. 
Abandonemos a ilusão que nos tentam impor. A comparação. 
Foco, e tudo acontece e flui. 
Aqui, agora. 
E não é por que faz bom tempo lá fora. 
Faz bom tempo cá dentro. 

junho 26, 2015

A tristeza observada!

É um padrão repetitivo, não direccionado, indiferente do contexto onde se está. 
Pessoas à beira do abismo, presas em filmes tóxicos. Quadros de referência ancorados em palitos. Realizações e afirmações externas, sem substrato consistente. 
Até aqui era só isto suficiente. Incrível.
Entretanto saímos de cena, porque já não percebemos onde estamos. Consumo obsessivo que nos assegurava o foco, recheado de prazeres mortiços. 
Versão adocicada do ego e de um estilo de vida apetecível. 
Há que mudar de história, o que implica quase uma reformulação de tudo o somos.
Nada fácil mesmo. 
Grande o sofrimento.

junho 24, 2015

Quando... On repeat!

Sabes que se repetem as ações, consequências ou intransigências! 
Consideras que já chega de repetir padrões na relação. 
Uma nova fase que não chega, mas o facto de a querer já inquieta. 
Contexto que se muda, mas dinâmicas internas que cristalizaram. 
Pequenas sincronias por vezes desatentas, e insatisfações ignoradas. 
Há tanto que melhorar. 
Porque insistimos? Tentando novas estratégias, criando novas interpelações. 
Alguma teimosia à mistura. 
Acreditar no outro e reinventar-se para continuar a acreditar.
Comunicar.
Compreender. 
Dar-se.

junho 20, 2015

Trabalho... Trabalho...

Invento trabalho. 
O futuro dele, pelo menos. 
Procuro oportunidades, algum potencial criativo engasgado, não realizado, que teima em gerar insatisfação. 
Redireccionar sempre o descontentamento, a frustração em energia, optimismo e perseverança. 
Por vezes cansada. Mas o foco sempre claro. O resultado nunca. 
Poderei ter algo para partilhar sobre esta área de realização? Ainda que a minha própria nunca a sinta atingida!
Talvez. Quem sabe. 
Falta apenas o plano e o compromisso com ele. 

junho 17, 2015

Onde a vida existe...



Aqui e agora... fui!

Coragem...

Sei que quero. Que preciso dessa mudança. Que os tempos que virão serão muito diferentes, que vão exigir que me descentre. De mim. 

Acredito que as escolhas e as estratégias terão que ser diferentes. Que o que aprendi e experimentei me dará força e determinação neste caminho. Talvez menos percorrido. Talvez um tanto abandonado. 

Penso sempre em mais alternativas, em mais diversões e estímulos. Mas, na verdade, a vida acontece e simplesmente, espera-me.
Para ser diferente. 
Para crescer de outra forma. 


junho 12, 2015

Viajar...

Como criei eu esta rotina de viagem?
A caminho de trás os montes, e a desligar-me de Lisboa cheia do santo! 
Existo assim, por vezes cansada, mas feliz com tanto estímulo. 
Os momentos em que me evado só, a tranquilidade abunda.
Só pode ser bom sinal. 
Alguma coisa tenho feito muito bem mesmo!

junho 10, 2015

Limpar

Quando limpo, sei que purifico. Que a energia flui melhor, dentro e fora. 

Mas porquê tão pouca vontade em limpar, em arrumar o exterior? 
Será algum reflexo de um interior desorganizado, algo menos estanque cá dentro. Um caos interno de multiplicidades. 
Falta de compartimentos, de ferramentas de arrumação.
De sítio para colocar as coisas, as memórias, as pessoas e experiências?

Ou será mais um vivência rica interna mas não caótica que me faz desvalorizar o desalinho da matéria, dos objectos, da casa...

Hoje organizei o exterior, mesmo sem conseguir responder à fraca presença do gene da ordem da matéria em mim!

Mas fiquei com o da ordem das ideias. 
Grata. 

junho 09, 2015

3 anos... e outros tantos!

Como resumir a viagem, a aceleração destes últimos três anos...
Difícil tarefa esta, qual buraco negro de concertação espaço-tempo!

Como um crescimento que não se vê de fora, que nos recheia por dentro, que nos aprimora, e que acomoda experiências únicas, profundas!
Sou uma melhor pessoa, sou mais mulher, sou mais viajante, sou mais estudante e sou mais criativa e feliz.

Consigo hoje uma profundidade nas relações, nas ações, nos momentos que nunca tive antes. A experiência recheia-nos de significados belos e sinérgicos. E depois, perdemos o medo da rejeição e isso é tudo!

A trintena dá-nos uma beleza com várias camadas. Desenvolvemos a empatia e curiosidade necessárias para nos aceitarmos, tal como somos, e aos outros no seu próprio devir e transformação. 

Há tanto que não cheguei a realizar, tantos planos que não saíram do papel, tantas aventuras que não aconteceram. Mas em vez de me frustrar, e de me perder com pensamentos repetidos e negativos do que não foi, do que não aconteceu, só consigo ver tanta dádiva, entrega, amizade e amor que se manifestaram. Um balanço totalmente saldado de forma positiva. Sobrepositiva. Uma grande vida aconteceu. 

Perdi alguém, perdi uma âncora. Um grande amor. Um grande Pai.  
Mas encontro-o agora em mim, a manifestar-se todos os dias de uma forma surpreendente no meu florescer para uma outra fase. 

Madura. Intensa. Presente. Fluída. 

Recomeçar!



É tempo de voltar a escrever... 
É tempo de desacelerar... 
É tempo de... 
De querer mais do tempo, e do estar aqui e agora!

agosto 08, 2012

Estou Mallu, Mallu Magalhães...

Sambinha bom
É esse que traz de volta.
Que é só tocar
Que logo você quer voltar.
Meu coração
Já cansou de tanto choro derramar
E pede "volta" pra gente dançar.
É esse que tem pouca nota
Que é só tocar
Que logo você quer cantar.


Meu coração
Já cansou de tanto choro derramar,
Implora "volta" pra gente sambar.
Eu, eu quero grudar em você.
Eu, eu quero me bordar em você.
Quero fazer uma capa,
Quero tirar sua roupa.
É esse que te traz de volta.
Que é só cantar
Que logo você quer voltar.



Meu coração
Já cansou de tanto charme derramar
E pede "volta" pra gente sambar.
Eu, eu quero ficar com você.
Eu, eu quero grudar em você.
Eu, eu quero me bordar em você.
Quero virar sua pele,
Quero fazer uma capa,
Quero tirar sua roupa.

http://www.youtube.com/watch?v=21_6ZQgN_FY&feature=related

abril 20, 2011

consolidação.feliz

Meus caros,

Vou fechar para consolidação!
Lamento mas com tanta assimilação de eventos, aprendizagens, viagens, excursões, estímulos, necessito de tempo… para acomodar, para que a minha estrutura de inteligência dê sentido a tanta divergência!

Estou tão fora da minha zona de conforto de conhecimento, tão bom!
Mas agora deixem-me estar sossegadinha, uns dias, no cantinho dos sentidos que necessito pulular!

Obrigada a todos!

Gosto, mesmo de vocês!

agosto 27, 2010

talentus...

Será que me criativo ainda mais simples amanhã?

Nesta invenção obsessiva e pura de todos os dias
Cheiro o desafio argutamente
Com os dentes.
Quero-me eu sempre, nua e crua
Mas rica, de esperança, amor e criação!

Que não só a minha mente aconteça
Inteligentemente meta pensando o todo
Mas também as minhas mãos
Utilizam os dons, que me deram e actualizo com excitação
Piso com garra, energicamente me transforma o chão, primeiro,
Contagio a envolvente com um sorriso aveludado, de seguida.

Jorra a alegria de poder ser combinadora
E sobretudo de ter e cultivar uma aprendizagem verde e contínua
Frustração ausente, perante o raso de começar de novo.



agosto 17, 2010

contenção.do.talento

Minha mão treme perante o futuro pouco desperto
E por esta urgência de saber o que será,
Ganhamos nervosismos adesivos
E sem, destrocar a ambição,
Desenho o imprevisível das vontades profundas
Ao declarar a alma constrangida
Que criativa dos poros a inspiração dos dias a dias.




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the.dog.days.are.over

Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink
The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run
Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?'Cause here they come
And i never wanted anything from you
Except everything you had and what was left after that too, oh
Happiness hit her like a bullet in the head
Struck from a great height by someone who should know better than that
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?'Cause here they come
Run fast for your mother, run fast for your father
Run for your children, for your sisters and brothers
Leave all your loving, your loving behind
You cant carry it with you if you want to survive
The dog days are over
The dog days are done
Can you hear the horses?'Cause here they come
The dog days are over
The dog days are done
The horses are coming
So you better run

http://www.youtube.com/watch?v=iWOyfLBYtuU&feature=related

março 31, 2010

both.sides.now.joni mitchell

"Bows and flows of angel hair and ice cream castles in the air
And feather canyons everywhere, i've looked at clouds that way.
But now they only block the sun, they rain and snow on everyone.
So many things i would have done but clouds got in my way.

I've looked at clouds from both sides now,
From up and down, and still somehow
It's cloud illusions i recall.
I really don't know clouds at all.

Moons and junes and ferris wheels, the dizzy dancing way you feel
As every fairy tale comes real; i've looked at love that way.
But now it's just another show. you leave 'em laughing when you go
And if you care, don't let them know, don't give yourself away.
I've looked at love from both sides now,
From give and take, and still somehow
It's love's illusions i recall.
I really don't know love at all.

Tears and fears and feeling proud to say "i love you" right out loud,
Dreams and schemes and circus crowds, i've looked at life that way.
But now old friends are acting strange, they shake their heads, they say
I've changed.
Something's lost but something's gained in living every day.

I've looked at life from both sides now,
From win and lose, and still somehow
It's life's illusions i recall.
I really don't know life at all."

fevereiro 24, 2010

...

Fechas os olhos, e eu transpiro a benção que és, que sinto, sempre que te actualizas e desenvolves comigo.

Que sorte ou karma tão bem contidos estavam no meu fado.
Conhecer este sentimento irresolúvel e tão equilibrado na sua pureza e dedicação.
Fresco e confortável, como uma casa que já existe e que não precisa de móveis, textêis ou acumulações de coisas.

Olhas-me e eu perco a noção dos limites dos nossos corpos e espíritos.
Neste emaranhado, há uma coerência fantástica que nem a racionalidade supera.

Noutro paradigma de vivência, encontrei-me.

but.i.do.know.how.to.slow.down

janeiro 11, 2010

todo.o.tempo

Quando a juventude nos aperta, engasgamo-nos com a energia dos dias, das emoções salteadas de pressa. Na verdade, não nos conseguimos dosear, muito à superfície, logo de seguida muito profundo. E os outros, temos noção que existem, mas estão baços.
Só nos vemos a nós, às nossas urgências caprichosas, e necessidades desarrumadas e inconscientes.
Lembro-me de ter sempre muita pressa.
Mas agora desacelera-se. Aprende-se o que só na infância era espontâneo, damos tempo à memória de viver os episódios que regista. Aprofundamos o momento, o facto de termos existido aqui, ali, com outro, sem outra mas com todos os outros.
Desconheço-me neste ritmo, nesta magia de me deixar adormecer de forma consciente, de apreciar a mudança sem desespero ou histeria. E de ser capaz de me entregar, porque me conheço, em devir, mas navegando de forma sorridente e deslizando a vida contigo.

janeiro 06, 2010

balançar...

Balanço 2009
Trabalho 70%
Pessoal 99%
De salientar viagens, expedições e escapadelas...
Fevereiro_ Rafting em Arouca (2 Days)
Maio_ 2.ª Visita a Viena (4 Days)
Junho_ Feriados Serra da Estrela e Gerês (3 Days)
Julho_ Cova da Beira, Astúrias e Galícia (2 Weeks)
Agosto_ Fins de Semana Atalaia e Candal (2 Weekends)
Dezembro_ Revisitar Genebra (5 Days)
Final do Ano_ TT em Marrocos (1 Week)
Não há forma de negar que foi um ano de muita vaganbundagem, e gostei particularmente do "cá dentro", confesso que me apaixono cada vez mais por sentir-me e situar-me portuguesa.
Curioso não...

outubro 08, 2009

antes.que.amanheça

"Quero dizer para sempre... que eu te mereço!"

agosto 25, 2009

pilares.sem.desassossego

Que a minha imperfeição não nos desassossegue, que também a minha resistência para criar uma agenda do estilo e do belo não crie empecilhos.
Que me respires com a naturalidade que flui em mim, com uma transparência que quis preservar, com a profundidade com que me dou, e quero continuar a dar.
Ainda que na distracção de uma atractividade que se aprende a cuidar, combinar e apreciar momentaneamente em flashes de brilho e encanto.
Que nunca haja rigidez entre nós, e que me continues a desafiar, mas que não percamos os pilares do que nos aproxima contínua e deleitosamente.
Não é sedução, não são ilusões de classe e não são desejos inflamados por impressões de beleza.

É Intimidade.

agosto 20, 2009

concretizando.criativamente.mudanças

Criações alimentares, com direitos de autor, para um estilo de vida mais saudável e sustentável:

Empada de Crepes Tofu, Grão e Esparregado
Crepes c/ Farinha Integral e 1/3 Refinada
Tofu cortados aos cubos
Puré de grão envolvido em creme de aveia
Esparregado
Alho e azeite

Queijo Mozzarela (a gratinar)

Salada Morna de Agrião c/ Seitan
Folhas de Agrião Babyleaf
Seitan cortado aos paralelepípedos (Frito)
Queijo da Ilha de S. Jorge ralado
Azeite e Alho


...

maio 25, 2009

so.tall.the.way.it's.supposed.to.be

Sinto-me envolvida, dentro, preenchida, alerta e cuidada.
Apresento-me querendo muito, solicitando-te talvez, para a nossa entrega.
Receio a falta de espaço para que a mesma se repita, reformule e eternize, de entre outras dinâmicas que te ocupam, que te envolvem também.
Tenho que o afirmar, por entre as respirações e redes neuronais que estimulas, através de todas as tuas artes desenvolves-me, que o teu ser actualiza o meu.
E que para esta experiência não tenho referência ou histórico, de forma a gerir, integrar ou influenciar.
Sem querer, amedronto-me com a possibilidade de quebrar este equilíbrio perfeito, que me parece tão intenso e incomensuravelmente frágil, como as emoções o são sempre.
Gostaria que a minha confiança e amor me equipasse de um querer-te diferente, transcendente, puro e superior.
Evolução que gradulamente experimento, pela qual sou obrigada a sair da minha zona límbica de conforto individual, e desnudar-me de pre-conceitos ou estéreotipos relacionais.
Sim, estou vulnerável e frágil, pela primeira vez.
Pela última, meu amor.

março 18, 2009

agoras-me

Onde empatava a intimidade, nesse desencontro interior, onde os suores inacabados estavam, aí energizaste a tua presença.

Sem palavras que contenham a vulnerabilidade pressentida, num marasmo alpinista e de sorrisos mimosos, me manifestei eu.

Numa surpresa esperada mas invulgar, abstenho-me de comunicar a profundidade da dádiva que descubro.

Agora.

fevereiro 05, 2009

a.ti.meu.latifundio

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava a tempo de me deliciar
Quase que não chegava a horas de te abraçar
Quase que não recebia a prenda prometida
Quase que não devia existir tal companhia

Não me lembras o céu nem nada que se pareça
Não me lembras a lua nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Sabe bem
Donna Maria - Quase Perfeito

dezembro 22, 2008

fuego.lento

"a fuego lento tu mirada
a fuego lento tu, nada
vamos tramando esta locura
con la fuerza de los vientos
y el calor de la ternura
sigue el camino del cortejo
a fuego lento, a fuego viejo
sigo avivando nuestra llama
con todo lo que te quiero y lo mucho que me amas
a fuego lento me haces agua
contigo tengo el alma enamorada
me llenas, me vacias, me desarmas
ay, ay amor cuando me amas
a fuego lento revoltosas
caricias que parecen mariposas
se cuelan por debajo de la ropa
y van dejando el sentimiento
amor forjado a fuego lento
a fuego lento mi cintura
a fuego lento y con lisura
vamos tramando este alboroto
con la danza de los mares
y el sabor del poco a poco
sigo el camino del cortejo
a fuego lento
a fuego añejo
sigo avivando nuestra llama
tantos dias como sueños
tantos sueños que no acaban"
Rosana

dezembro 17, 2008

admiro-te.tanto

Admiro, admiras, admira, admiremos, admireis, admiram...

Só agora experimento este verbo, neste contexto feliz e atraentemente heterosexual, recriando-o em cada comunicação ágil, colorida e fluída que temos.
Que fazemos mestriamente acontecer.

Aprecio-te, para além de te querer...
E fico silenciosa, a ouvir-te, a saborear e a aprender contigo.

E toda a pessoa que sou... se desvanece.
E esta pessoa costuma ser tão teimosamente própria...

novembro 28, 2008

aqui.viena

Sendo que o frio austriaco nao me gela os ossos,somente me acorda para um inverno mais intenso e profundo. Esfria-me o rosto que obriga a uma burka ocidental, e me aviva as bochechas pelas amizades reencontradas.
E se ainda o vinho quente me soubesse deliciosamente, me avivasse memorias filandesas e suicas, como os sitios por onde me experimento trazem tantos detalhes, tantos sentidos despertados e positivos.
E Viena apresenta-se assim imponente, atraente e cheirando a mercados de natal.
Traz com ela a esperanca de novos percursos citadinos calcorriados, e avioes e comboios que nos levam exactamente onde deveriamos estar, dando sentido a antecipacoes mal interpretadas, que com calma se manifestam achocolatadas e recuperaveis.
Sem acentos, de ferias e tao optimista com o futuro.

novembro 08, 2008

Mudanças trazem flexibilidades sentidas que se arranham nos lençóis ou toalhas de linho, adultices que se realizam, numa (ir)realidade nova e estranha. Num sapato que se perde num hotel, prazeres que se ocultam numa descoberta de cumes nevados, e de sorrisos profissionais realizados e comestíveis.
Ainda, com uma calma que se espera desde a meninice, para contemplar as (su)relações que nos ensinam a ser, a ser sobretudo em relação, mesmo no limiar da intimidade que se espelha sem se reflectir, mas que alimenta a combustão.
Por vezes tão rápida, outra vezes tão lenta, cheia de expectativas, ou ébriamente surpreendida.
Sempre. Exclusiva.

outubro 16, 2008

outubro 06, 2008

my.song.my.way

Everything I do surrounds these pieces of my life that often change
Or maybe I've changed
Sometimes seeming happy can be self destructive even when you're sane
Or only insane
But don't bother waking me today

Here I am
I'm so young
I know
I've been bitter, I've been jaded, I'm alone
Every day I'll bite my tongue
If you only knew my mind was full of razors
That cuts you like a word if only sung...
But this is my song
It is my song

Now I live every day like there will never be a last one till they're gone
And they're gone
I'm too proud to beg for your attention and your friendship and your time
So you can come and get it from now on

And it's you
It is you

Here I am
I'm so young
I know
I've been bitter, I've been jaded, I'm alone
Every day I'll bite my tongue
If you only knew my mind was full of razors
I'm not sure I can take it
I'm nothing strong to hold to
I'll wait to only hate you
My mind is full of razors
That cuts you like a word if only sung
But this is my song

My song, Brandi Carlile

setembro 11, 2008

...

"If the rain has to separate from itself
does it say pick out your cloud?"
Tori Amos

misread.the.convenience

agosto 11, 2008

my-late-future-mornings

As soon as my eyes shut the slide show begins
Yesterday is gone now and panic sets in
With a weight upon my chestand a ghost upon my back
And the numbing sensation of everythingI lack that leaves me
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away
Only beautiful, beautiful bright eyes, lie
Only beautiful, beautiful bright eyes cry
Late morning lullaby
The first sign of morning is gray and alarming
It's so disappointing the day has come so soon
While the rest of the world greets the day and feels new
I will push it away just like I always do, I will be
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away
Only beautiful, beautiful bright eyes, lie
Only beautiful, beautiful bright eyes cry
Late morning lullaby
Late morning lullaby
I would darken my window so I can fall asleep
While the critics frown down on the hours
I keep that leave me
Dreaming, dreaming, dreaming,
Your real world away


Brandi Carlile "Late Morgning Lullaby"

agosto 08, 2008

tolice.evolução

Um dia destes, acordei e percebi que o medo desapareceu.

Que o dar-me só me faz bem. A toda a hora.

Desinteressadamente, e sem lógica e propósito.

Que me acrescento de emoção sempre que não a resguardo ou escondo.

E que vivo deliciosamente, quando não me prendo a ninguém ou medrosamente me ligo.

Quando me manifesto na plenitude da minha alma repleta de amor.

Tanto a dar. Sem esgotar.

julho 13, 2008

mensagem.antecipação

"Hoje é dia 13, e é domingo.E eu estou quase quase a embarcar, ainda é só o primeiro salto, até Frankfurt. Depois seguir-se-á o vôo até à Lusitânia. Onde corre o meu sangue a maior parte do tempo, e que agora corre por ti mais que nunca. Freneticamente. Felizmente. Até à chegada, e quando cumprimentar as nuvens e até mesmo quando as pisar firmemente, pensarei que bom será regressar para junto do teu cheiro. Reactivar as impressões digitais que deixastes em todo o lado. Territorial e intuitivo.
Até já."

julho 12, 2008

snapshot.see.what.i.mean


ljubljana.feeling

De Ljubljana com paixão. E se uma cidade pequena, onde se biclica o tempo, onde nos espreitamos em cada harmonia de bem-estar. Onde simplesmente existimos para exercitar no verde sentimento da juventude, de algo por criar, por acrescentar e validar. Trouxer toda a coerência emocional que buscamos, onde relativizamos a intensidade do que sentimos, e compreendemos a verdadeira essência de querer alguém profusamente.
Num cenário mais fluído, as minhas emoções transbordam, mas aceitando-as consegui me respirar diferente, e preparar-me para me entregar assim. Sensibilidade eslovena, intercâmbio de alpes e adriático, tal qual paralelismo entre a minha racionalidade feroz, e as emoções fugidias e motoras de tudo o resto que será.

julho 06, 2008

spend.my.time.on.you

don't you be wastin' all your money
on syrup and honey
because i'm sweet enough
don't you be usin' every minute
on makin' a livin'
because we got our love
listen to me 1, 2, 3,
baby, baby, baby, spend your time on me
don't you be out all night long leavin' me all alone
because i, i need your love
don't you be spendin' every day workin' away
because i'm waitin for you
listen to me 1, 2, 3,
baby, baby, baby, spend your time on me
spend it, spend it, spend it your time on me
please baby
mmmmmmm
please baby
Duffy "Syrup and Honey"

julho 01, 2008

find.me.here.in.bled


acaso.tu.eu

Acho que me irritei algures contigo, com o teu interesse. Repudiei-o.
Mas foi tão no início, tantos meses antes de cenários ridículos emocionais que vivi sozinha.
Essa primeira reacção foi no entanto profunda, e entretanto salteámo-nos ao longo de vários meses. Verificámo-nos felizes, apressados e preocupados.
E agora, que me acariciaste em noites de mirtilo, que me roubastes beijos, que me acordastes.
Aceito todo o afecto que me ofereces, e com esta ausência eslovena, só quero mais de ti, de nós. Quero encontrar-te receptivo. Ao meu afecto.
Á minha paixão recente.
Um sensualidade tua que me prende, um desejo que se escondia por detrás do pano.
E agora começo. A conquistar-te. Todos os dias.

maio 28, 2008

noites-de-mirtilo

Celebrar as noites de mirtilo (My Blueberry Nights)...
Algo a começar a acontecer...

maio 27, 2008

magas.de.cartola.arrumada

Foi num contexto muito positivo e mariscado. Com a minha especial amiga criámos dialecticamente a nossa metáfora amorosa mais famosa, e quase história. De facto, temo-nos em grande conta, gostamos muito de nós, e temos o dom de fazer sentir o outro totalmente adorado. É um truque de magia, sincero e original. De facto, os nossos truques são intensos, profundos e ludibriantes, a nossa maleta colorida e de uma beleza e riqueza interiores que potenciamos em cada momento da nossa vida. Na nossa amizade igualmente.
E no meio dos risos, as magas, de mãos dadas à analogia revelaram a nova estratégia.
É porque o show de facto perde a graça e a audiência.
E então arruma-se a maleta e a cartola, porque o amor acontece em nós e a partir de nós.
E é mesmo mágico.
E perde-se o momento do espetáculo. Mas outra peça arranca.
Mais à frente. Sempre.

maio 21, 2008

maio 19, 2008

roma-fica-nos-na-pele

Que tenho eu de Itália? Onde encontro, e em que gaveta, algo deste país?
Pergunto-me a mim e ao espelho, que tenho eu da Toscana? Da bela Firenze ou Venezia?
E agora que Roma me mendigou pelas suas ruas de cafés torrados e de amarelos gelados, que ficou cá dentro? Do sentimento de la dolce vita? Sim, reforço que sim.
Posso não ter a exuberância italiana, o culto da beleza, do estilo, da sedução e charme... Ou pelo menos não em quantidades comparáveis.
Mas possivelmente encontro-me na solidez da história, no estado líquido das emoções Fontane, na simplicidade da flora e no encanto pelo conhecimento, pela arte e pela vida em toda a sua complexidade de sabores e sensações.

the.place.i.needed.to.be.at


maio 13, 2008

potenciais.perfeitos

Quando nos idealizamos de determinada forma, intoleramos que nos vejam de outra.
E juntamos junto quem nos vê do modo que pretendemos, para conformarmos os nossos altruísmos, criacionismos e intelectualismos sonoros.
O contexto que todos os dias repetimos reforça a pessoa que obrigamos os outros a consumir, ou então agradá-nos o reconhecimento e estimulação reconfortante.
Do que não se realiza agora, mas o potencial perfeito que, de facto, somos.

Quem verdadeiramente faz diferente mantém perto quem discorda o tempo todo, quem nos bloqueia, e invade convencionalismos e crenças de grandeza e arrogância que só atrapalham.

maio 08, 2008

aMaio

Sabem decerto andar aos saltos, cupular experiências muito diferentes, positivas e negativas, e ter a incapacidade de sepultar coisas más cá dentro.
No meu caso, é assim.
Nada de mau, negativo, triste, ou ruim consegue arranjar espaço.
Desarumada sim, mas muito atenta a ervas daninhas.
Decidi desde que me conheço que não sou de amargar.
Sou de caramelo e lima.

abril 23, 2008

petits.caprices

"Dis-moi donc c'est quoi ton histoire
Que je te lise la mienne
Je veux pas savoir
Qui tu pries mais plus pourquoi
Est-ce pour ma paix ou pour la tienne
Et si tu veux on peut même aller plus loin
S'avouer nos petits caprices
C'est peut-être les mêmes
Je vois un sourire au coin
Tu vois t'as l'air moins triste
On te l'a déjà dit
Mais si tu veux mon avis
Aujourd'hui on dit beaucoup plus qu'on ne vit
Et tu le sais"

Ensemble - Corneille

abril 12, 2008

let's.not.exagerate.what.a.kiss.is

You’re chatting to me, like we connect
But I don’t even know if we’re still friends
It’s so confusing,
Understanding you is making me not want to do

And think things like: ‘I know I should do’
But I trip up and then I lose
I hate looking like a fool

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss

The lights are on
And someone’s home
I’m not sure if they’re alone
There’s someone else inside my head
Living there too fills me with dread

This paranoia is distressing
But I spend most of my night guessing
Are we not, are we together
Will this make our lives much better

I’m not in love
I just wanna be touched

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
Wops I think I’ve got too close
‘Cause now he’s telling me I’m the girl that he likes most
Now I messed up it’s not the first time
I’m not saying you’re not on my mind
I hope that you don’t think I’m unkind

I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss
I just want your kiss boy, kiss boy, kiss boy
I just want your kiss


Kate Nash

março 31, 2008

...

standing.outside.of.you

Quero entrar, não sei como.
Terei de engolir o meu desconforto nos momentos chave, aquelas hesitações que só quero que desapareçam porque não sei lidar com este nosso hiato. O nosso hiato. O espaço por tocar. Não te quero beijar à pressa, não quero apressar nada, mas apresso tudo, até o não acontecer da verdade que sinto. Sem receios de retribuição, de preocupação e de amares de volta. Ausência do meu ego, da minha insegurança, e do meu controlo. Como barreiro tudo, controlo a minha respiração, a tua, a que inspiramos líquida em conjunto.
A possibilidade deixa-me amorfa, não tenho jeito para ânsias somáticas, controlo-me melhor com platonismos. Era mais fácil se não fosse tão animal este querer tocar-te. Irrita-me todo o tempo que tenho para esta espera.
Apertam-me interpretações exageradas de construções comuns, não quero caixas para nada do sinto, mas diz-me, como é que começo, o primeiro capítulo, se sei que te vou querer tanto, diariamente... como é que vou fingir satisfacção e poupar a rebeldia de saber que uma catarata não se trava. Que gostaria de sentir-se ribeiro, mas sinto-te mar e falésia. Tudo junto. Tudo separado.
Parte-me o coração, e pronto. Mas parte porra.
Deixa-me tocar-te uma vez... e mais tarde procura-me sempre.

março 17, 2008

pretending.enough

I don't want another pretender
To disillusion me one more time
Whispering words of forever
Playing with my mind

março 10, 2008

make.me.believe.in.this.that.them.me.you.us.we.them.then.before.after.forever'snow!


inaugurando.a.mudança

E foi uma festa simpática, e um contagiar de presenças que quero repetir. Jantares e serões simpáticos possíveis muito em breve. Pessoas bonitas, sinceras e muito queridas. Obrigada por estarem a apoiar e exorcisar a minha transformação.
E os crepes nunca acabam, e os meus dotes irão ampliar-se. Para riscos culinários mais auspiciosos e mais confortáveis numa sala em construção.
E quem não esteve não escapa a compensar a ausência.
Confidencio que tenho imensa criatividade em pensar compensações.

fevereiro 06, 2008

carnaval.que.não.te.vi

Passou a data, passou a folia. Não passou por mim, não fui permeável.
As máscaras descansaram este ano, ficaram no fundo do armário novo.
Aquele que chegará com a mudança, a desejada.

janeiro 29, 2008

the.last.to.know (dont'.let.me.be)

Há dias interessantes, em que o curioso se descobre em coisas simples.
Pequenos mistérios, e encontros diferentes, menos exigentes e não menos confusos. Como que uma mudança repentina na nossa capacidade de intuir confusões estranhas, sem se prender aos sentidos, sem voltar a face ao sintoma habitual.
Gosto das correntes de ar que nos mudam ideias que se pré-concebem sobre o outro, limitações que de irrefutáveis estendem algumas surpresas.
O virar da página mostra que a vida nos surpreende nas questões mais ínfimas que resolvemos prontamente com alusões plastificadas, com qualquer refrão vazio que consideramos essencial para explicar desejos frustados.
Essencial e especial é descobrir o outro diferente, espantarmo-nos com a pouca previsibilidade de todas as situações.
Imponderáveis e impossíveis tão presentes estão...

janeiro 17, 2008

IE

A tarefa em mãos, neste exacto momento, é a de conceber uma solução para desenvolver competências emocionais. Fácil!? Duvido.
Não será certamente durante a facilitação de 12 horas que alguém melhora as suas competências de identificação e gestão de emoções. O que os psicólogos inventam para explicarem diferentes desempenhos por indivíduos de igual capacidade intelectual.
Que fazemos nós de diferente quando operamos sobre emoções e sentimentos que explique muito do marasmo que vivenciamos?
Não podemos adiccionar, subtrair ou até mesmo dividir/multiplicar afectos. Toda a lógica não os afecta ficando suspensa à espera de poros permeáveis.
Certamente temos outro registo, mais intuitivo que evolui do sensorial para nos permitir sentir, gerir, manipular e fingir as elegantes emoções.

janeiro 15, 2008

hesitações.transtornadas

Não é que seja algo que me transtorne sempre, nem me chega a tirar o sono. Há poucas coisas que me tirem o sono, é muito provavelmente defeito. Mas, qualquer coisa de intermitente, e que acontece sentir de vez em quando. Como o rasurado da interrupção da emissão televisiva, ou uma interferência numa chamada telefónica, e pior de tudo um erro na impressão de um livro em que faltam 2 páginas.
Alguma coisa me incomoda verdadeiramente nas dúvidas emocionais dos outros.
Como se me tornasse intolerante, radical, incapaz de empatia ou simpatia, quando o outro não sabe o que sente, mas sente-se confortável nesse hiato de contacto consigo mesmo. Menos compremetedor, mais histérico se torna o seu envolvimento, ou a ausência do mesmo.

janeiro 03, 2008

bom.dia.2008

Sabendo que acordei cedo, que me custa ainda raciocinar com a velocidade habitual, tenho que considerar que estou, estranhamente, muito optimista relativamente ao novo ano. Não é que seja por princípio ou por traço uma personalidade pessimista, no entanto noto que, à parte de todas as horoscopias e taruições, sinto que este vai ser um ano especial.
Reconheço que ando a fazer provas, em 2007 foram provas de fundo, uma maratona, ou barreiras, este ano já tenho outros desafios, possivelmente mais saltos e força. É como se agora sim senhor, tenho que equilibrar diferentes acomodações.
E sem dúvida não estou preparada para o que aí vem. Disso tenho sempre a certeza.
Aí é que reside o incoerente gozo de andar por cá.

dezembro 17, 2007

desta-vez-não-me-desculpo

Com algum afastamento da reflexão destas páginas digitais, o certo é que algumas fases importantes transportaram-me até este dezembro que encerra 2007. Engraçado como não me pareceu estranho não ter muito para dizer, ou para reflectir. Continuo a acreditar que a experiência me tem obrigado a não intelectualizar tanto, o que me esforço todo o santo dia por racionalizar.
Abrando a minha necessidade de controlo. Exaspero porque não é uma zona de conforto minha: expressar emoções, deixar que os projectos se circulem um pouco, que outros controlem um pouco as minhas determinações evaporantes. Tenho sem dúvida crescido muito. É bom quando outros libertam em nós estruturas rígidas e com confianças verdes.

setembro 30, 2007

a-explorar-melhor



experiência.portenha

E por esta experiência fui obrigada a parar, ainda que a uma velocidade de movimento impressionante, a aculturar-me de outra perspectiva atlântica. As duas semanas permitiram uma re-exploração de algumas atitudes ou posturas mais rígidas, de uma aventura interna. Conheci a argentina por dentro, por fora, através de olho turístico, através de olho historiador, através de olho ávido de novas experiências, e revi-me em muitos locais, em muitas histórias, em muitos princípios.
Agora regresso, com uma grande força, para um plano meu, que incorpora vários pressupostos, e novos desafios, destinos, e loucuras.
Quero que a aceleração continue, sinto-me com recursos para contornar dificuldades, continuo na busca de novos conhecimentos, que me viciem, que me sensibilizem.

agosto 29, 2007

passei.pela.partida.de.novo

E a vida é como um monopólio. Vou voltar a passar na casa da partida e recebo mais ânimo e mais possibilidades. Perdi as propriedades, as dependências, e experimentei em alternância diferentes níveis e alvos de investimento. O jogo continua com os seus sinais proibidos, e penalizações por algumas infracções, e o amor está num pólio da minha existência em que vou coleccionando todos os bocados que amei, e podemos sempre ganhar duas vezes, e perder de igual modo repetidamente.
E quando invadimos o outro ou qualquer lugar que ele considere seu, somos questionados, somos barrados, expulsos ou então pagamos. Muitas vezes a nossa liberdade e alegria. Que quase nunca vale a pena. Continuo a piscar o olho ao nunca para ele desaparecer e dar lugar ao sempre. Quero sempre. Quero-te sempre.

agosto 18, 2007

livros.da.minha.vida

a.while

O afastamento, foi um pouco longo. Eu sei. Mas foi preciso todo este conjunto de momentos, para me organizar, para ter férias, e para priorizar tudo de novo.
Hoje passei o dia a arrumar a vida. Os meus livros, dossiers, material escolar, planos profissionais, cupões de embarque, e todas as tentativas determinadas da minha vontade de crescer e explorar.
Onde quer que ela me tenha levado até agora, levou-me bem... Tenho que lhe dar mais crédito daqui para a frente.
Incrivelmente tudo parece muito planeado, afastando a hipótese de alguma síndrome obsessiva da minha parte, até parece um desenho de um projecto que derrapou pouco. Mesmo sem que a autora tenha talento algum para as artes gráficas.
Fica-se pelo conceito e pelo projecto, de todos os dias afirmar-me mais um pouco.

junho 18, 2007

a.paichão.a.dar.de.si

Claramente a primavera não é altura para eu me apaixonar.
Perdi seriamente a noção de quando me apaixono, a última vez foi num inverno, arrábido.
É a veia do incomodado, que corre bem, sempre bem quando regresso ao estado de alegria egoísta.
Aprendi a lidar com esta minha dificuldade quase insensata.
E o verão chega aberto a compromissos que não aqueles que custam muitos telefonemas, encontros obrigatórios e insatisfações.

maio 22, 2007

carpe.diem.li


justa.tem.sido.a.vida.comigo

Não falo da justiça legal, nem da ilegal, nem de hipóteses pensadas espiritualmente quando nos refugiamos nos sentidos estranhos. Falo sim, da reciprocidade com a vida que sinto neste preciso momento. Aquilo que dei importância, onde me esforcei, onde investi, onde soprei, incomodei, onde amei, retornou num momento ou noutro, num refluxo de reconhecimento, de apreço, de força. Que não me falta nem astralmente, nem corporeamente.
Assim, sinto a vida justa, aprecio o seu reequilíbrio, e precisava sem dúvida da espera.
Onde me centrei, sem dispersões, ergueu-se a virtude do valor. Porque, minha gente, há que aprofundar tudo. Aprofundem-se por favor. Planeiem-se. Projectem-se e foquem-se.
E daí a transformação que esperam...

maio 10, 2007

maria.rita.sabe

"Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz
Vem pra misturar juizo e carnaval
Vem trair a solidão, não
Vem pra separar o lado bom do mal
E acalmar meu coração
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz
Vem pra me tirar o escuro e a sensação de que o inferno é por aqui
Vem pra se arrumar na minha confusão
Vem querendo ser feliz, feliz"

maio 08, 2007

my.hurting.muscles.my.happy.face

Apelidada de saudável, nem estou em mim após esta observação que o meu líder me fez. Com um ar totalmente saudável. Não lhe contei o segredo, pois não quero para já divulgar uma receita que experiencio há pouco.
Mas é a fórmula do domingo ao sol e de alguns músculos exercitados, ou melhor magoados por alguns jogados de voleyball mais entusiasmados. Onde me incluo eu. Com muito esforço em cada jogada, porque na vida ou se está mergulhado e embalado, ou então nem o descanso nos saboreia bem.

maio 05, 2007

baby.wanna.be.ready.to.go

Jogos de olhares, de sms, de msn, que não me puxam, não me arrancam da minha boa disposição calma, sem reflexos de desejo de alguma intensidade extra.
Situações que não pedem nem o meu controlo nem o meu exagero, não me puxam ponto. Serei insensível, ingénua ou estarei sob qualquer outro estado ou traço que comece com "in".
A verdade. Não me apaixono há muito, nem me atraiem nas seduções, para aqueles que ainda diferenciam o estado de apaixonamemto do de excitação.
Categorias a mais. Nudez a menos. E não falo da física.
E detesto as regras do jogo, não as cumpro, perco, normalmente antes da linha da 1ª chegada beijada, todos os participantes.
Selecção afectiva natural.

maio 03, 2007

voltei.dançando

E bem... bem que eu gostaria de poder enumerar as sensações e mais valias destes escassos mas recheados dias de férias. Pensando em mim, já nem me lembrava do meu estilo de funcionamento no modo "férias".
Na verdade, gosto mesmo de mim de férias. Não estamos a falar de ócio...
Estamos a falar de dança...

abril 24, 2007

e.aquele-dia-rosario

Nesta fase que perdura há muito, em que me reorganizo os sentidos, dou agora, depois de algum esforço (sim a razão... aquela força bruta da minha rede neuronal) primazia ao que sinto, e estabeleço dinâmicas novas.
Aprendi que partilhar amigos é o acto menos egoísta que conheço, e sobretudo quando se sente que estas novas relações serão os desafios necessários para a minha estrutura "formal" e um tanto ou quanto rígida.
A verdadeira amizade é aquela que nos desenvolve onde precisamente andamos a pôr clips e alfinetes. A estrutura que se sustém por medo, de ser diferente, de nos diagnosticarem alguma fragilidade.
Havia um barco e um conjunto de pessoas que se motivam e animam em fluxos de conversa, música e partilha. Pessoas que se conhecem pouco (aplica-se para alguns), mas que se apreciam em rede.
Alegria, coisas simples, bom dia maravilha.
E Laila, tanto que eu gosto de ti. Obrigada.

março 28, 2007

nada.mudasse.contigo

Queria ver-te diferente, envolvido numa busca da onda mutante que nos leva a todos. Mas tu não a sentes, desconfias em substituição. Vejo-te a ti, e outros estagnados numa imobilidade que não passa por se coçar, irritante inércia de sentidos que se esqueceram, qual naufrágio sob os à flor da pele.
Desenvolver, concluo é árduo, incomodativo. Mas quando não nos envolvemos nesta periclitante intensidade de alterações de estados e motivos, ficamos assim... que palavra escolher para ilustrar a rigidez agridoce, um paladar que sabemos não nos faz bem, mas que nos conforta comodamente.
É preciso coragem? Sim, mas sobretudo muito incómodo e trabalho para que a verdadeira pessoa se revolte dentro da cápsula de influências e expectativas.

março 01, 2007

e...

Só sei que é altura de ficar física. E mais não acrescento, nem penso.

janeiro 30, 2007

a.diante

E agora, quanto tempo tenho em 007.
Quantos equilíbrios vou conseguir entre a minha vida profissional, que se move tão bem, social e diligentemente, num abraçar de sucessos, pequenos, mas contínuos.
Mas e o outro lado? Uma realização íntima que já nem me lembro como acontece. Histórias sentimentais que se interrompem, "desculpem... engasgei-me em alguém". E nem valeu a pena. Não era um deus grego, nem uma inteligência relativamente estimulante.
Perdi a receita, sem me fechar, canalizei-me em tudo o resto, na minha mente, na minha rede social, nos meus desejos de actividade e aventura. E assim, um dos mais fortes impulsos humanos transfere-se em mim em criatividade, energia e estímulo abstracto.
Será que há um ano o meu coração deixou de estar sensível, de ser capaz de se entregar.
E o meu corpo, ainda reage? É grave.
Porque não quero ninguém. Nem o que foi. Nem o que será. E preocupa-me cada vez menos este meu estado assexuado e feliz. Terei eu tido um amante egoísta que me selou por algum tempo. Ou demorei este tempo todo a fortificar quem sou, emocionalmente.
Para amar bem. Daqui por diante.

dezembro 22, 2006

final.grego

e.natal.e.tal

De recobro. E porque as baterias também se gastam, assim como a paciência.
As coisas que fazia deixei de lhes dar toda a prioridade do mundo, porque me quero menos séria, e menos pensante também. Voei assim nestes últimos tempos, em que se atropelaram tarefas, obrigações e responsabilidades, intercaladas com instantes de uma loucura confortável, daquela que na medida certa faz toda a diferença.
Não me vou queixar de nada, porque quero ver se recupero os níveis saudáveis da santa paciência para todo o povinho circunstancial e mesquinho que me rodeia.
E porque no natal e final do ano não devemos ser arrogantes e queixosos.
Devemos ser gregos por cinco dias.
Assim termina o meu frenético ano de 2006, que respondeu a todos os meus não pedidos de 2005.

outubro 09, 2006

not.ordinary.at.all

Reequilíbrios de entregas, são momentos trapezistas, quase esquecidos, em que a confiança se escapa no final de uma queda longa. Quando começam os remates de histórias esfiapadas, qual enxorrada de desculpas e feitiços persistentes. Pergunto-me porque toco assim quando me aproximo com coragem. Sem dúvida que o faço.
De ordinário tem muito pouco este meu padrão de investimento.
Aceito agora esta diferença de percepção, de sentidos absorvidos numa tensão que me faz sentir viva, aberta e pronta. Natureza mágica de ser, que me foi dada, que já veio no pacote do ser, de amar, de mim. Lá dentro.
Tanto tempo, já duvidava, instabilidade de me conceber errada, quando gritava para me ouvirem e parecia ridícula a insistência de querer tudo, tanto, sem engasgar.
Ausentes o medo, a insegurança, as necessidades de dependência infantil do ego, dos apreços fúteis e da sexualidade que se gasta, que nos gasta.
Só a graça de poder ser luz para quem me elege enquanto influência.
Aguardo os próximos reencontros com os passados sentidos. Espero por ti e por ti.
E estou atenta à magia dos olhos de quem se quis muito. E soube desse querer.
Sem retribuir, ficou com o fascínio de me olhar, diferente, fascinadamente, provando que igualmente O sentiram e muito.
Extravasava. Não cabia. Arrancava do cool do sexy do fit e do muito mas muito comum.

outubro 08, 2006


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