março 29, 2005

quase.obsessões.crash

Fugia um pouco disto.
De me deixar depender, de me depender de alguém. Apercebo-me que sempre fugi, da incerteza trémula, das esperas absurdas, de comunicações que não são de todo necessárias, mas que se pensa merecer.
Como quem dá o dedo, quero o braço, e esse ombro que me “costeia”quando te amo. Quem pede é aquela parte de mim que escondia. Entrego-a numa bandeja envidraçada, numa madrugada que se reinventa suada.
De uma noite que irritantemente cria mais e mais necessidades, e receios da criatividade nos abandonar o desejo. Elaboro sempre demais. Desejo igualmente desconcertadamente. Percebo-me até agora instável, humoristicamente desnivelada, e pretendo mudar. Encontrar uma oscilação terna nunca aborrecida, sempre irónica e desgarrada.
Lambuzar-me sem recusas, mas com esperas protegidas. Faz acontecer o meu riso aberto e infantil, tão travado pela lógica das frontalidades.
Sei-te urgente, e isso apraz-me.
Conheço-me calma agora, passiva quando me envolvo.

2 comentários:

daia disse...

...

daia disse...

são saudades mais ou menos acustumadas que inserimos meticulosamente nas nossas vidas. já reparaes que primeiro ficamos atraidos pelo olhar , derepente um calor hummiodo e quase que estasiante nos sobe pela espinal medula e nos faz surtir sensações unicas...
estamos quase a ficar apaixonados e por outro lado fazemos uma retenção de sentimentos qualquer numa enlouquecida aventura semelhante as tão faladas fases de prazer de piaget... ( esta seria a fase vocal)
tentamos esxpressar algo e desmaiamos num sorriso aparentemente inofensivo.
seduz-nos devagar..
encanta sem grande genialidade mas encanta.
somos pouco..e ao mesmo tempo tanto daquilo que exteriorzamos defenitivamente num compasso de tempo.... e perco-me...
sou de novo estranho já amanhâ...mas ainda te queria ver hoje...um pouco mais em mim...
e depois foges...

dos corpos suados resta muito pouco...o lencol de flanela quente serviu incialmente para afastar os nosso corpos de um frio maior..

solto o teu abraço.deixe de te ver pelos planos de parede do meu quarto.

foste embora!