fevereiro 21, 2005

filosofia ikea...

Simplifica. Sim. Coisas mais simples. Texturas mais relevantes que aspectos visuais, tudo entrosado, em relação. Pensando em quartos. Há quanto tempo não namoro, não saboreio caramelo verdadeiro. Nem me enrroscava nos lençóis de cetim, mesmo sem intimidade, mesmo sem lá estares. Gosto das minhas mãos suadas, sinto como se nadasse a vida. Imensidão líquida, que me liberta os poros, e inibe conexões que "desajudão" a paz interior.
Sabes, tenho os pés bonitos, e os meus lábios finos roubam-te a superficialidade quando te beijo.
É verdade, não consigo ser menos no beijo que dou, no orgasmo que ofereço. Marionetas irritam-me, assim como incoerências agridoces, que sinto sempre que me olham com olhares inclinados, acompanhados de tiques de cabelo incertos e facilmente seduzidos pelas facilidades externas. A beleza que quero que vejas, é aquela que nunca dorme, nunca amanhece enrrugada, e ausente das preocupações celulíticas. É o meu intelecto crepuscular, fluorescente e nunca, nunca satisfeito com a originalidade encontrada. É design argumentativo/hipotétito.
É o eu massiço. É função.

3 comentários:

João Annes disse...

Casas comigo?

daia disse...
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daia disse...

se eu pudesse significar um pouco mais no universo de custumes mais ou menos incertos de uma sociedade secreta eu...
ai deixa-me respirar...
tu deixas-me sem ar ao falar dos suores de um desejo que provocas quando dizes que beijas uma alma despida envolvida de um lencol muito nobre de cetin...
se te contasse as fantasias que eu tenho desde muito novo... com um lençol de cetin...
fala-me de identidade. da tua...
fala-me do quanto pode ser ausente o calor de um beijo que até deixa espaço nas nossas vidas para nem sequer pensarmos com o devido cuidado que somos mais...quando tocamos assim...e tornamos os nossos corpos mais proximos..
custumo dizer que o beijo é a distancia mais pequena que consigo estar de ti.
sorri..
hoje já é tarde para te ler um pouco da peça teatral que estou quase a terminar...
se te dissesse...acho que andam autores a ler aquilo que escrevemos para colocar os seus personagens mais ricos, mais intensos...
um dia destes pedem-nos para fazer um galâ arrogante apaixonar-se por uma mulher plebe...
não sei...talvez seja um pouco cedo para poder fantasiar tanto e exteriorizar feitiços.

um beijo
dos teus com sabor a caramelo.