outubro 26, 2016

Que descanso!

Para aqueles que acham que estar de licença de maternidade é um descanso, aqui vai o meu horário diário! Espero que se divirtam!

6:00_ 1.º Acordar, amamentar de súbito, e a seguir mudar a fralda que pesa meio quilo.
6:40_ Lia volta a dormir, se não estiver muito entusiasmada com o novo dia que começa.
7:00_ Tenho tempo para ir à casa de banho, preparar um café, tomar vitaminas e relaxar cerca de 30 minutos na sala. Devia estar neste período a fazer saudações ao sol (yoga), mas na maior parte das vezes ouço música e relaxo no sofá.
8:30_ 2.º Acordar, mudar a fralda que já tem solidez notória, e dar o 2.º pequeno-almoço da Lia reforçado.
9h15_ Lia vai para a sala brincar no seu parque. Eu vou tomar o meu pequeno-almoço e a seguir tiro leite com a máquina para guardar para quando a Lia for para a ama. Brinco com a Lia, caso contrário ela não fica assim tanto tempo no parque.
10h45-11h_ Lia está farta da brincadeira e precisa de dormir o sono da manhã, e de mamar novamente. As duas coisas juntas funcionam, porque durante o dia adormecer é muito difícil. A Lia mama cerca de meia hora, e dorme cerca de meia hora a 50 minutos. É justo!
12h_ Começo a preparar o almoço da Lia, que agora já come sólidos. Toda uma logística de preparação, que nem vale a pena descrever que dura cerca de 45 minutos.
12h45_ Lia começa o seu almoço. Papa a sopa e depois claro quer mamar, porque a novidade da sopa é muito gira… mas falta qualquer coisa.
13h45_ Tenho que almoçar nestes próximos minutos. Ainda bem que na maior parte dos dias o Pai está em casa e prepara o almoço, tenho a certeza que comia flocos com bebida de cereais caso ele não estivesse…
14h30_ Lia vai dormir a sesta. Meia hora para adormecer e ganho 30 a 50 minutos, sim porque os sonos da Lia são miseráveis durante o dia. Durante a sesta tenho que ir dar uma olhadela na roupa, passar alguma, separar para lavar… etc, etc, etc… E claro quase na maior parte dos dias, tomar banho! OMG
16h00_ Lia regressa ao seu parque, onde aguarda observando e brincando até que chega a hora de maior cansaço do dia para ela.
17h00_ Começa a agitação, mamar acalma e por vezes a Lia faz mais um sono, mas este de 15-20 minutos, chama-se cat nap, e melhora muito a agitação.
18h00_ Chega o mano a casa, e aí eu posso ir fazer qualquer coisa nada relacionada com a maternidade. Há qualquer coisa excitante em ver o mano a jogar wii ou brincar com ele.
19h00_ Hora do banho da Lia, e da rotina da massagem, da história e da última mamada antes do deitar.
20h00_ Lia adormece, e vamos todos jantar com calma.
20h30-22h_ Aqui de facto tenho tempo livre. Mas muitas vezes é o período em que consigo conversar com os outros habitantes da casa. J
22h-22h30_ Vou-me deitar porque estou exausta.
00:30-01:00_ Lia quer mamar. E pelo menos 45 minutos de sono estão perdidos.
3H30-4h00 Lia quer mamar. E a esta hora para voltar a adormecer é horrível!!

E o novo dia começa.

Só posso dizer que nunca antes desta rotina, estive de facto cansada na vida. lol 

setembro 21, 2016

Duas a três páginas por dia...

Será que continuarei a conseguir ler?
Com tantas dificuldades que já tinha para encontrar tempo para este meu hobbie muito desejado. 
Sim, claro que sim. Duas páginas, vá no máximo três páginas por dia. 
Valerá a pena? Será esta a pergunta certa? 
Não seria melhor perguntar-me, mas sentes a progressão, de continuar a ler? Se sim, então é esse o caminho. 

Com esta experiência de não ter tempo mesmo, para nenhum dos meus hábitos pessoais, procurei nos últimos meses identificar todos os desperdiçadores que dantes me roubavam o tempo para a leitura e para a escrita. E sim, o principal, são as redes sociais... Optei por limitar a sua utilização a alguns períodos durante o dia, para controlar este grande desperdiçador de tempo. Também é certo que como não vejo televisão, só tenho acesso às notícias através das redes, mas...
Acrescentam o mesmo que a leitura? Não de todo.

Reduzi claramente o tempo online, e procuro os tempos em que a Lia dorme, e no escuro e conforto do nosso quarto, já com a luz da cabeceira ajustada no mínimo, aí acontecem as minhas duas a três páginas por dia. 

Reconheço que tenho muitos livros para ler, livros que comprei e que se acumulam. Mas esta leitura inacabada conforta-me e deixa-me sempre conectada comigo mesma. 

setembro 16, 2016

Os dias que fogem de nós.

Estes dias são feitos de outro espaço-tempo. Tenho tempo, mas ele teima em fugir. Tanto para fazer, mas ao mesmo tempo parece que o dia corre, e fica quase tudo por fazer. Os meus objetivos de agenda, as tarefas sérias, de adulto, escrevo-as na agenda e sublinho com o marcador fluorescente, para ter a certeza que os prazos são cumpridos. Porque tornou-se fácil, não cumprir uma única tarefa agendada para o dia. Inacreditável, mesmo. E quão tranquila eu fico por adiar para amanhã, ou para a semana, nem me reconheço.

No entanto, é preciso que se note, que existem milhões de pequenas atividades em que invisto o meu tempo agora, e que não existiam antes, pois não tinham objecto, até agora.
São conversas, risadas, carinhos, muda de fralda, mama (muitas vezes ao dia), beijinhos e muito, mesmo muito toque. Iniciam-se rituais que irão durar anos, mas que agora quase toda a atividade é minha. De futuro, partilharei essas atividades, porque irá surgindo devagarinho, debaixo do lençol, da roupa, da cortina do banho, da cadeira, a autonomia.

Quando nos parece que o tempo foge em alturas como esta, podemos concluir que estivemos claramente conectados com as atividades, e se não realizámos grandes feitos, grandes projetos, realizámos o maior de todos.

Nestes dias fomos apenas pais, e estamos exaustos mas muito realizados.

julho 21, 2016

Revisão do Amor

Sentes uma urgência que é necessário arrumar, limpar, destralhar a tua vida.
É uma vontade de recomeçar, mas igualmente de recuperar, de rever o que não foi concluído, fechado, organizado.

Entrei num período mais circular, encontro-me a fechar um ciclo, ou vários mesmo.
Gosto destas fases, sente-se o equilíbrio a aumentar, o corpo a reenergizar, e a mente a simplificar tudo.

A conexão é interior, apaixonada. Identificas tudo o que te fazia mal, o que te contraía e bloqueava a energia.

Libertas-te do ter, das coisas, do capital (ou da falta dele), e da possibilidade/necessidade de evolução constante.

A ler... Wherever you go, there you are | John Kabat-Zihn

junho 20, 2016

encontro

Tem sido de facto um encontro, mas mais surpreendentemente com o meu íntimo.
A gravidez, o parto, este primeiro mês. 
Quase uma viagem ao meu interior, profundo, guardado. 
Se encontrei aí paz, o dia a dia flui. Mas também posso encontrar o que não resolvi, as minhas inseguranças e incertezas. 
Encaro o processo, a recuperação, a evolução do casulo. 
O medo do futuro, do que será diferente a partir de agora.
Que tudo tem que mudar, mas se calhar já mudou mesmo. 
De nada vale ignorar esta transformação. 
Um devir espiritual, desejado. 
Quanta paz a construir. A tornar uma realidade na agenda. 

novembro 05, 2015

A semente...

Que bom estares aqui! 
Bem-vindo! 
Todos te esperamos, te queremos e amamos já... 
Agora cresce, cresce sempre, abre as asas... 
Este é o começo de uma grande vida.

setembro 05, 2015

Pós férias

Centrar-se.
Enraizar, vivendo de forma mais plena. 
Deixar de correr. Parar. 
Repensar decisões repetidas ancoradas em hábitos e rotinas padronizadas. 
Reforçar o capital interior, desapegando-se.
Redescobrir a pessoa. 

agosto 05, 2015

Agosto

O cansaço pesa, mas o calor traz a esperança de um recomeço temperado. 
Uma recuperação de foco, energia e calma, sempre necessárias e bem vindas.
E novos projetos e ideias há que criar, desenvolver...
Ajustamentos de estilo de vida! Como nos reiventamos sempre se estivermos acordados. 
Basta estar com atenção e a vida flui de forma mais alegre e real. 
E talvez um dia, sem nenhuma necessidade de fuga ou evasão. 
Férias em contínuo.

julho 19, 2015

A Mar!

O teu cheiro transporta-me logo para uma dinâmica de vida e enraizamento.
O sal que adere e que que se enfarinha na minha pele, faz-me cócegas.
A água, mima-me de fluidez e frescura.
A areia massaja toda a superfície com a qual entra em contato. 
E fica a história na tez, que de vermelha traz a cor madura. Feliz.
Vive-se um prazer tão simples, mas tão completo por aqui. 


julho 13, 2015

Verões emocionados...

Momentos maravilhosos e quentes trazem o verão. A agitação intensa de corpos, mentes e espíritos.
Uma sensibilidade acrescida, e redobrada intensidade de desejos e vontades. Gosto do verão, mas não se demora, por isso muitas vezes vivo o mesmo já despedindo-me dele. Certamente a aceleração é minha. 
Procuro o verão que demora. 
Uma vida intensa que começa. 
Sem limite de tempo ou idade. 

julho 08, 2015

Comida macro!

Como comer pode ser tão mais profundo e intenso. 
Cevada. Arroz Selvagem. Cogumelos Portobello. Alho Francês. Tamari e Azeite.
Muito mais macro, bio, vegetariano e oriental. 
Com pequenos ajustamentos, recheamo-nos de vida. 
De vontade. De inspiração. 

julho 02, 2015

Crise... Crise...

Ignoremos a televisão, a economia, a política. O dinheiro. 
Abandonemos a ilusão que nos tentam impor. A comparação. 
Foco, e tudo acontece e flui. 
Aqui, agora. 
E não é por que faz bom tempo lá fora. 
Faz bom tempo cá dentro. 

junho 26, 2015

A tristeza observada!

É um padrão repetitivo, não direccionado, indiferente do contexto onde se está. 
Pessoas à beira do abismo, presas em filmes tóxicos. Quadros de referência ancorados em palitos. Realizações e afirmações externas, sem substrato consistente. 
Até aqui era só isto suficiente. Incrível.
Entretanto saímos de cena, porque já não percebemos onde estamos. Consumo obsessivo que nos assegurava o foco, recheado de prazeres mortiços. 
Versão adocicada do ego e de um estilo de vida apetecível. 
Há que mudar de história, o que implica quase uma reformulação de tudo o somos.
Nada fácil mesmo. 
Grande o sofrimento.

junho 24, 2015

Quando... On repeat!

Sabes que se repetem as ações, consequências ou intransigências! 
Consideras que já chega de repetir padrões na relação. 
Uma nova fase que não chega, mas o facto de a querer já inquieta. 
Contexto que se muda, mas dinâmicas internas que cristalizaram. 
Pequenas sincronias por vezes desatentas, e insatisfações ignoradas. 
Há tanto que melhorar. 
Porque insistimos? Tentando novas estratégias, criando novas interpelações. 
Alguma teimosia à mistura. 
Acreditar no outro e reinventar-se para continuar a acreditar.
Comunicar.
Compreender. 
Dar-se.

junho 20, 2015

Trabalho... Trabalho...

Invento trabalho. 
O futuro dele, pelo menos. 
Procuro oportunidades, algum potencial criativo engasgado, não realizado, que teima em gerar insatisfação. 
Redireccionar sempre o descontentamento, a frustração em energia, optimismo e perseverança. 
Por vezes cansada. Mas o foco sempre claro. O resultado nunca. 
Poderei ter algo para partilhar sobre esta área de realização? Ainda que a minha própria nunca a sinta atingida!
Talvez. Quem sabe. 
Falta apenas o plano e o compromisso com ele. 

junho 17, 2015

Onde a vida existe...



Aqui e agora... fui!

Coragem...

Sei que quero. Que preciso dessa mudança. Que os tempos que virão serão muito diferentes, que vão exigir que me descentre. De mim. 

Acredito que as escolhas e as estratégias terão que ser diferentes. Que o que aprendi e experimentei me dará força e determinação neste caminho. Talvez menos percorrido. Talvez um tanto abandonado. 

Penso sempre em mais alternativas, em mais diversões e estímulos. Mas, na verdade, a vida acontece e simplesmente, espera-me.
Para ser diferente. 
Para crescer de outra forma. 


junho 12, 2015

Viajar...

Como criei eu esta rotina de viagem?
A caminho de trás os montes, e a desligar-me de Lisboa cheia do santo! 
Existo assim, por vezes cansada, mas feliz com tanto estímulo. 
Os momentos em que me evado só, a tranquilidade abunda.
Só pode ser bom sinal. 
Alguma coisa tenho feito muito bem mesmo!

junho 10, 2015

Limpar

Quando limpo, sei que purifico. Que a energia flui melhor, dentro e fora. 

Mas porquê tão pouca vontade em limpar, em arrumar o exterior? 
Será algum reflexo de um interior desorganizado, algo menos estanque cá dentro. Um caos interno de multiplicidades. 
Falta de compartimentos, de ferramentas de arrumação.
De sítio para colocar as coisas, as memórias, as pessoas e experiências?

Ou será mais um vivência rica interna mas não caótica que me faz desvalorizar o desalinho da matéria, dos objectos, da casa...

Hoje organizei o exterior, mesmo sem conseguir responder à fraca presença do gene da ordem da matéria em mim!

Mas fiquei com o da ordem das ideias. 
Grata.